Reflexão
Como hoje estou numa de escrever bastante, decidi fazer algumas considerações acerca de uma praga dos tempos modernos: Plágio.
Estava eu ontem sentadinho na minha aula de Design, quando o professor começou a falar do problema do plágio, chamando-nos a atenção de que no ano passado cerca de 70% dos trabalhos entregues por alunos na cadeira foram considerados plágio e consequentemente anulados.
Ora na continuação da conversa, entre uma experiência pessoal que o professor tinha , referiu que deixou aos alunos a quem foram anulados os trabalhos entregar outro, mas que este ano qualquer caso desses dará direito a reprovação directa na cadeira. Acho muito bem, e fiz questão de o dizer em bom som :).
Agora falemos da situação em Portugal e no mundo. Se pensam que Portugal é um paÃs de trapaceiros, “desenrrascados” e oportunistas, não estão enganados, mas em relação ao plágio somos um paraÃso. Nos E.U.A. está na ordem do dia, e na maioria das universidades já existe um código rÃgido para enfrentar o problema (à primeira está chumbado de ano a todas as cadeiras, à segunda é irradicado do ensino superior).
Por cá, que se saiba, só a Universidade Católica tem algo do género, sendo que na prática não está a ser rigidamente aplicado e só dá “direito” a ser irradicado de todas as Universidades Católicas, obviamente.
De facto é um problema muito sério, a lei portuguesa já contempla mais situações, protege mais eficazmente os direitos de autor, mas é uma área onde quase nunca há provas nem factos que possam constituir defesa em caso de “roubo intelectual”.
Tudo isto porque em princÃpio também eu me irei deparar com situações dessas, principalmente no competitivo mundo da publicidade … Já ouviram falar da empresa O Feliz e do seu problema com a EDP a respeito daquele simpático logotipo vermelho com um sorriso ?!
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