Cábulas prejudicam o desenvolvimento
Três em cada quatro universitários portugueses copiam, segundo um estudo divulgado, hoje, pelo Jornal de NotÃcias. A cábula promove a falta de qualidade e afecta a competitividade do paÃs.
Então e o senhor que fez o estudo não sabia já disto? Hummm … E podia já agora ter incluÃdo no estudo o problema do plágio. Tenho uma cadeira na qual o professor afirma que cerca de 70% dos trabalhos entregues todos os anos para essa mesma cadeira são autênticas cópias, e 15% são cópias “parciais” …
Claro que se houve-se uma lei rÃgida a esse respeito, do género expulsar do ensino superior quem fosse apanhado num filme desses, a coisa piava de outra maneira, mas … hummm … estamos em Portugal … Lembro-me sempre de um dude que estava em erasmus na finlândia, foi apanhado a copiar num exame e no dia a seguir estava com viagem marcada de regresso ao seu querido paÃs de terceiro mundo …
Fonte:Sic Online








Pois mas agora imagina isto.
Fazes um trabalho que foi 100% concebido por ti entregas e o teu prof. já tinha visto um trabalho praticamente igual com algumas diferenças… como é que ias provar que não copiaste de outro sitio qualquer o teu trabalho? Neste caso tás inocente mas as provas indicam o contrario…
Mas essa agora cábulas prejudicam o desenvolvimento do que?
“A cábula promove a falta de qualidade e afecta a competitividade do paÃs.”
O que promove a falta de qualidade é a cábula? ou é a falta de incentivos?
A cábula afecta competitividade no quê? A termos um ensino melhor?
Acho que num paÃs em que a ideia de aulas práticas é tar sentados numa sala a resolver exercicios escritos a cábula não é bem a razão…
Quem efectuou o estudo está nitidamente a querer fazer o estudante ser o mau da fita quando na realidade o estudante é esforçado, é competitivo, é original quando lhe é pedido e adapta-se ás situações que lhe ocorrem. No entanto o metodo de ensino e as ideias por detrás dele parecem-me as mesmas de sempre…
Somos nós que temos de mudar ou é o ensino afinal.
Mário, quando fazes um trabalho de 20 ou 30 páginas, ou mesmo mais pequeno, que tenha sido escrito por ti, não pode nunca ser anulado assim sem mais nem menos. O plágio não se limita a copiar trabalhos. É plágio chegar a um site, fazer copy-paste e entragar ao professor. E esta é a situação mais recorrente (90% dos casos).
Um professor que se queira chatear com essas coisas sabe muito bem onde as coisas estão escritas, como estão escritas e quem as escreveu. É só ler 4 ou 5 linhas do trabalho es estás apanhado. É tão simple quanto isso.
Os professores na universidade não vão anular um trabalho por ser “parecido” com outro. Se estás afazer um trabalho com mais 60 ou 70 pessoas, é natural que haja parecenças. Agora a diferença entre um trabalho escrito totalmente por palavras tuas e um trabalho copiado é enorme. Acredita.
É o mesmo que dar uma conferência acerca de alguma coisa sem perceber nada daquilo, ou onde estejas pouco à vontade, e aà tens que te limitar a ler o que está na apresentação escrita, ou falares por palavras tuas, com um discurso fluido e natural.
Existem muitas e variadas maneiras de provares que fos-te tu que fizes-te um trabalho e de como o fizes-te, estruturas-te, etc. É só o professor chamar-te e perguntar “então explique-me lá como é que estruturou este trabalho, quais as fontes que usou, os livros que leu e a metodologia usada” … Se fizes-te tu o trabalho, a resposta sai-te na ponta da lÃngua … senão …
Eu já tive um professor, em cuja cadeira tinha toda a gente que fazer um exame oral, no fim do ano. Alguns alunos que reprovavam diziam-lhe “ah e tal, eu até sei as coisas mas não as consigo explicar, é diferente”, ao que ele respondia simplesmente “meu amigo, se não sabe explicar uma coisa é porque não a conhece, tenha juÃzo e não decore as coisas, aprenda-as”.
Quanto á tua questão final, a resposta é que tem tudo que mudar. As pessoas não mudam assim do pé para a mão, mas as regras fazem-nas mudar com o tempo.
Ps: quanto a copiar exames estive a informar-me e aqui na faculdade existe no regulamento uma cláusula que permite a expulsão de um aluno que seja apanhado. O problema é que se fores apanhado o professor diz-te “ah e tal, o seu teste está anulado, pode sair” … E não acontece mais nada.
Acho engraçado ver isto aqui quando saiu isto no JN.
http://jn.sapo.pt/2006/05/28/tema_de_domingo/e_mais_normal_ha.html
Aqui é especificamente sobre a FEUP.
A minha opinião sobre as estatisticas e tretas do genero é a seguinte: ainda ha mta gente que diz que copia só porque acha que o look de fora da lei é sexy e/ou es conotado cm seu “um fixe”. É tipo aqueles putos de 13/14 anos que andam pelas ruas (mini-gunas ou aprendizes de gunas) a dizer que já roubaram loja x e loja y, e que vão para a escola x roubar os betos e tal…. Ou seja é gente que se quer “armar em bom” e diz umas merdas pela boca fora para ter a atenção das pessoas.
(já vi gente a dizer que copiou desta e daquela forma só mesmo para “se armar em bom” quando eu sabia que era mentiras aquelas coisas)
A minha opinião sobre os profs e o copianço é: eles não são burros. De longe que se ve quando um trabalho/teste é quase todo copiado. Querem fazer um teste? Procurem alunos do 1º ano e vejam vários trabalhos… experimentem e acreditem que se apercebem desse tipo de coisas. Agr acredito que mtos deles deem nas orelhas aos alunos, mas não passa disso. Afinal de contas todos erramos nas nossas decisões.
Para concluir raramente copiei na faculdade até agr. As vezes uma coisita de escolha multipla, mas é raro. Nos trabalhos mtas vezes não é copiar, mas sim partilhar conhecimento (LOL) até porque mtas vezes os trabalhos são feitos com vários grupos ou pessoas a ver as coisas (“ai e tal como se faz isto?”, “cm fica aquilo’”) e as coisas sao feitas de forma bastante colaborativa.