Histórias de um "campista"
Estes dias passados fui acampar para o parque municipal de Montegordo. Parque barato, pertÃssimo da praia (é só atravessar a estrada), bastante seguro e com razoáveis instalações.
Ou pelo menos era essa a ideia que eu tinha daquilo. Passo a relatar algumas coisas que aprendi este ano no parque de campismo.
As pessoas adoram filas. De manhã, uma fila interminável para comprar pão. Gente louca. à tarde, uma fila ainda mais interminável para os banhos de água quente. Again, gente louca, porque os chuveiros de água fria resolveram-me muito bem o problema, e além do mais aquilo anda tudo contente na água gelada do mar, mas depois não aguentam a água do chuveiro porque dizem estar muito fria. As filas para lavar a puta da loiça do almoço. Depois há as filas nos restaurantes e afins (isso já não tem que ver com o parque). Resumindo, odeio filas. Deixam-me mal disposto, e faço de tudo para as evitar.
Depois há o tipo de pessoas que frequentam o parque. Alguns 80% das pessoas fazem parte daquilo que eu chamo de “azeiteiros”. Não me levem a mal, mas é mesmo assim (azeiteiros é um termo do norte, quem não souber o significado faz favor de perguntar). Ele é o caralho do caniche (odeia estes cães !!!!!!!!!!), ele é a unhaca do dedo mindinho com 2 metros sabe-se lá para quê, ele é milhares de putos aos berros por tudo quanto é lado, mal educados, malcriados mesmo. Ele é gente suja que prefere deitar o lixo ao chão a andar 50 metros até um caixote do lixo. Ele é putos de 15 e 16 anos a chegarem do engate ás 4 da manhã e a falarem alto como se estivessem na discoteca (algo que uma qur«eixa aos seguranças resolveu logo), e por aà fora. Depois a falta de civismo e educação das pessoas é verdadeiramente impressionante.
Claro que também se aproveitam pessoas daquilo tudo, como os nossos vizinhos cotas que nos deixaram ligar a nossa extensão á deles e coisas assim.
Existe também o lado do desconforto associado ao campismo. Ele são milhões de formigas, ele são ziliões de melgas, ele é um calor insuportável dentro da tenda, etc, etc. Nós optámos por almoçar no parque, assim umas coisas rápidas e frias, e jantar fora, porque á noite as melgas eram insuportáveis (e o jantar fora era o nosso pequeno luxo).
Resumindo, e deixando de fora muitas coisas senão não saÃa daqui hoje, o parque de monte gordo, por ser muito barato e único naquelas redondezas é frequentado por todo o tipo de gente, e isso é sempre um mau sinal :). Claro que não falei de montegordo em si, nem da praia, porque aà não há nada a dizer (são ambos excelentes).
Para mais tarde fica a descrição da viagem Covilhã-Montegordo e vice-versa, pelo interior (e quando digo interior, é mesmo interior) do paÃs. O trajecto foi algo do género Covilhã - Portalegre - Estremoz - Évora - Beja - Mértola - Vila Real de Santo António - Montegordo. Claro que existem muitas localidades pelo caminho, incliÃndo a deslumbrante e estupidamente brutal localidade de Evoramonte, entre outras. Para baixo fomos sempre a andar, sem parar, e para cima fizémos um pequeno roteiro parando para conhecer Mértola e Evoramonte. Prometo que brevemente haverá relato desta magnÃfica viagem, assim como fotos, obviamente.
Até breve.
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