Considerações acerca do Ubuntu Edgy
Depois de ler atentamente o post do Rui Carmo acerca da sua experiência com o ubuntu Edgy, fiquei com a certeza que não sou a única pessoa à face da terra a achar algumas coisas verdadeiramente ridículas.
Primeiro exemplo, o eterno problema do dual monitor. Tipo, já metiam uma porcaria de um interface para ajustar esta funcionalidade sem ter que andar a vasculhar nos fóruns uma maneira de arranjar isto pela linha de comandos.
Depois o raio da suspensão/hibernação do sistema. A suspensão, no Dapper, até dava pena. Quando se voltava do estado de suspensão parecia que o sistema tinha aterrado na twilight zone e lá tinha que se recorrer a um reboot. Já a hibernação, tenho que admitir, funcionou uma vez. Não tenho testemunhas, não tenho sequer provas, mas juro que funcionou, uma única vez.
Já no Edgy, quando tudo apontava (ou não) para que estes assuntos de EXTREMA IMPORTÂNCIA fossem resolvidos, eis que os ditos nem sequer se dão ao trablaho de, pelo menos, dar a esperança de que poderiam funcionar. A suspensão só tem um sentido, o de desligar. Voltar a ligar é que já não está nos planos do sistema. Quanto à hibernação, é mesmo um caso perdido. A bela da mensagem “There’s not enough swap space” é um must, convenhamos.
Admito que nunca passei pelo que ele descreve de “Random GTK Theme Regressions”, mas entendo perfeitamente que possa acontecer …
Partilho também o “ódio” pelo ambiente laranja/castanho do sistema, e a sua admiração (aparentemente) pelo fantástico Tomboy, que eu já usava e abusava no Dapper (agora já vem no equipamento de série) …
A questão do Deskbar também é um pouco insólita, porque simplesmente não funciona como deveria funcionar no Ubuntu. A meu ver, foi uma grande trapalhada por parte da equipa do Ubuntu, que nem sequer se deram ao trabalho de verificar convenientemente que o deskbar não funciona com os motores de busca do Firefox 2, que, por acaso, é tratado como sendo o browser default do sistema (se instalarem o epiphany e o meterem como default do sistema, a pesquisa do google, entre outras, já funciona no deskbar). Funny, hu?
Digam-me, senhores. Alguma coisa mais que os irrite, quanto ao sistema em si? (note-se que não estamos a falar de nenhum software, mas do sistema em geral)








Lê melhor o post dele. A sério. E depois lê os posts anteriores. O gajo não faz mais nada (literalmente, incluindo trabalho) do que reinstalar fedora e ubuntu e bsd e whatever else no toshiba dele, vezes e vezes sem conta, e escrever posts sobre as coisas que não funcionam. Ora bem, um portátil que nem sequer com o windows funciona – practicamente todo o hardware é *não* suportado por omissão pelo window e têm-se de instalar milhentos drivers para que aquilo funcione minimamente, logo como é que os developers de linux, sem acesso ao dito modelo do portatil, sem acesso às specs da toshiba, poderiam conseguir corrigir esse problema?
Imagina se eu me queixasse que o teu site não funcionasse no meu próprio own-coded browser Brunix 0.1, e estivesse todas as semanas a fazer posts “bashing” a dizer que o “Rui Moura não sabe fazer sites porque não funciona no meu browser”
))))
Se querem que a coisa melhore, ajudem. Martelem código. Façam icons. Mudem cores. Reportem bugs. Contribuam dinheiro para a causa. Mas parem de se queixarem.
O Bruno tem toda a razão no que diz em relação ao tipo de Post.
Ainda assim, o tema castanho/laranja não tem nada de mal. Há quem goste e que não gosta muda.
Se ainda estivessemos a falar do OSX onde fica mais complicado mudar o visual, ok, havia razão na queixa.. mas onde um simples drag&drop muda o visual todo…?
Não faz sentido (acho eu).
Em relação à suspensão, toda a razão, mas dado que em praticamente nenenhuma funciona o problema deve estar no kernel? (não sei admito…)
Em relaçao a tudo isto, e mesmo a outras coisas que eu me queixo mas que agora não me lembro, não me irrito… nem me levante o sentimento de ódio (credo).
O Ubuntu tem a base do Debian, desenvolvido por outros e foi pegado pela equipa do Ubuntu à 2 anos e pouco para fazer uma distribuição para os utilizadores mais “práticos”.
Em dois anos, conseguiram fazer mais (na minha opinião) do que alguns numa década como a Novell ou a RedHat.
Como é possível ter ódio a isto? Como isto pode tirar-vos assim tanto do sério?
Não dá para ter compreensão?
Bruno, eu não me estou a queixar. Quando uma coisa não funciona, acho que tenho o direito de dizer que não funciona.
A gestão de energia e a gestão de vídeo no Ubuntu é, simplesmente, uma ENORME falha.
Não estou a falar bem, não estou a falar mal. Não estou a queixar-me. Estou a dizer que há coisas que não funcionam.
E repara, não sou só eu. São milhares de pessoas a repararem na “falta de cuidado” dos developers em relação aos laptops. E sinceramente nem sei se outras distros suportam melhor ou pior a gestão de energia …
Melhor. Não há laptop mais “amigo” do Ubuntu que o meu … É tudo, repito, tudo, suportado. Leitor de cartões, botõezinhos extra, funcções do touchpad, tudo … Portanto acho que tenho o direito de falar do que não funciona.
E não exagerem … A palavra “ódio” em relação ao ambiente gráfico é uma coisa pessoal. Gostos são gostos, e isso não é um problema. Simplesmente acho horrível. Mas antes todos os problemas do Ubuntu fossem tão “graves” como este.
Mais ainda. As mailing lists do Ubuntu estão atulhadas de avisos em relação a pormenores destes, principalmente as questões de gestão de energia e vídeo, e eles o que fizeram? NADA. ZERO. Estas coisas não me irritam, nem me tiram do sério, mas acho um pouco irresponsável da parte deles. Já estão a ser avisados há um ano ou mais destes problemas …
E depois há também outra coisa que não falei, mas que acho algo intrigante … Porque é que o Edgy foi realmente lançado? Para cumprir calendário? Parece-me mais que evidente … Se estão com problemas de pessoal, trabalho a mais, isso não sei. Mas que o Edgy foi mais para encher chouriços, disso tenho a certeza.
Não há que tirar mérito a quem o tem. E eles têm muito mérito. Mas também temos a obrigação de reparar no que não está bem, ou no que está menos bem … Contribuir? Com código? Não serei a pessoa mais indicada, lamento … Com outras coisas posso, e sinto-me na obrigação de o fazer, certamente.
Ps: em relação ao outro post, eu sei que ele está sempre a queixar-se de tudo ….. Só achei oportuno fazer a comparação, porque está sempre a bater na tecla da gestão de energia, que por acaso também é o factor que eu acho mais ………. menos bom ….
Ok Rui (Moura), desde que não te queixes vezes e vezes sem conta da mesma coisa…
Não percebo é como é que podem mandar bocas para o ar do estilo “na “falta de cuidado” dos developers em relação aos laptops”. Explica-nos lá como é que um developer pode desenvolver algo tão complicado como gestão de energia e gestão de uma placa de vídeo (que hoje em dia já é mais complexa que o resto do computador) quando:
- as APIs são fechada e tem bugs que só a marca sabe como dar-lhes a volta.
- as APIs são diferente em cada portátil (não só em cada marca, mas especialmente entre modelos), para complicar ainda mais as coisas.
- os developers não têm acesso ao hardware para desenvolverem à base de tentativa/erro nem sequer para testarem o código existente.
Eu até diria mais. “São milhares de pessoas a repararem na “falta de vontade” dos utilizadores dos laptops que não fazem (mais) pressão nos vendors para abrirem as API’s nem fazem um esforço monetário para dar acesso aos developers ao hardware que os users querem que funcione”.
Até te digo mais… há uns anos atrás tive um HP Omnibook 6000 da empresa, onde o Linux (Debian) funcionava a 100%, incluindo power management (standby e restore instantaneo), placa de video incluindo monitor externo e 3D, placa de som, etc.
Fiquei frustrado quando o hardware morreu e tive de mudar para um Toshiba.
Claro que tambem sabes que a Toshiba era a melhor amiga do Linux há muitos anos atrás, mas desde à uns 3 ou 4 anos tornou-se uma SOB e deixou de publicar as specs, certo?
Ok. Tudo certo. A Toshiba anda a perder pontos neste campo, eu sei.
Mas na parte das placas de vídeo há coisas muito boas a fazerem-se em opensource … Não será por aí … Olha os drivers open source para as placas ATI. São geniais. Tenho suporte total 3d, com aiglx/Beryl a correr na perfeição, numa placa jurássica da ATI (radeon 9000 mobile). Isto é algo que se deve enaltecer, e muito. Muito mesmo !!
Já a questão da pressão sobre os fabricantes me parece mais complicada, mas será o caminho certo para o aumento de suporte de hardware …
Rui sim temos todo o direito de reparar, aliás, o dever!
Ainda assim acho que é exagero dizer-se que eles não fazem nada, talvez sejam poucos para a quantidade de pedidos.
Mais uma vez, concordo com alguns problemas ate tenho mais alguns mas não acho “correcto” que eu deva estar chateado ou irritado com eles.
Eu só acho que há questões em a que eles deveriam dar mais atenção. Por exemplo, em relação ao anunciado “eye-candy” da próxima versão … Porque é que eles não anunciam como grande feature para a próxima versão uma porcaria de um painel onde se possa alterar parâmetros do monitor e gerir o dual head, entre outros?
Não me parece complicado … O Fedora já vem com isso desde há muito tempo. Porque é que uma distro que aponta para a faciliadde de utilização tem falhas destas? É aí que eu quero chegar … É que é uma coisa tão simples, mas ao mesmo tempo tão usada, que não entendo. E não é por falta de avisos nas mailing lists …
Quanto a outras questões, relacionadas com gestão de energia e afins, admito que a coisa seja muito mais complexa. Mas enfim …
Quanto ao raio do esquema acastanhado/alaranjado, acho que só mesmo assassinando o indivíduo responsável pela ideia
… kidding …
Ps: eu é que rulo, a postar este comentário no ie6 em ambiente windows 2000, citrix não sei das quantas (uns “belos” de uns terminais da compaq que a universidade tem por aqui) …
Na minha humilde opinião, acho que, no geral, o utilizador não deve escolher um sistema operativo porque tem consciência que os developers são esforçados e não têm culpa. Devem preferir um sistema que Just Works™, independentemente do que se passa por trás, pois essas são questões que o ultrapassam. Que sentido faz utilizar um sistema com desempenho inferior apenas por compaixão?
“Desempenho inferior” é uma expressão muito limitadora da questão. Não é por o sistema não entrar em modo de suspensão correctamente ou por não conseguir fazer o setup de dual monitor por um interface gráfico que vou ter um desempenho inferior.
Eu compreendo o que quis dizer, naturalmente, mas se no caso da suspensão não há nada a fazer, no caso do dual monitor a solução é “fácil”, pelo menos para mim. Um tweak do xorg e tudo funciona … Mas isso sou eu, que já sei o que tem que ser feito.
Como já referi, no caso do meu laptop tudo, e reafirmo, tudo é suportado, com a excepção das questões de energia … No windows xp tenho que instalar os drivers da placa de som e da placa de rede. Tenho que instalar os drivers da multifunções hp que ocupam centenas de megas … etc, etc … Por estes lados não tenho que fazer nada disso. Ou seja, tenho mais compatibilidade em relação ao hardware no Ubuntu que no XP …
Deixem-se de mariquices e mudem para uma distro de homem… http://www.fedoraproject.org
… realmente….
Oh Vitor, isso foi tudo menos uma “resposta à homem”. Até parece que existem argumentos a provar que o Fedora é melhor que qualquer outra distribuição Linux… bolas, é tudo Linux, mais detalhe, menos detalhe.
Ao menos dissesses “deixem-se de mariquisses (e queixumes) e comprem um Mac”
Já usei durante algum tempo o Fedora 5, mas admito que me sinto mais à vontade no Ubuntu. Escolhas …
Não é o detalhe que fez o MacOS vingar? Os detalhes para as minorias? Neste momento no Linux falta claramente esse detalhe, essa ‘afinação’.
vd: fully agree!
Precisamos de um “Steve Jobs” para o Linux… Hei, pera, se calhar é isso que o gajo da Canonical está a tentar, e se calhar é mesmo por isso que o Ubuntu evoluiu a uma velocidade estonteante, pelo menos quando comparado com o “comunity based” Debian
Não concordo. O Ubuntu é tudo menos detalhes, é tudo menos minoria, é tudo menos “afinação”. É para todos os humanos, segundo eles.
O Ubuntu é pura e simplemente a evolução do Debian, estando este a curto prazo condenado pelo sucesso do primeiro. Nesse sentido ainda precisa de percorrer bastante para chegar ao nivel de “polish” do Fedora por exemplo, da estabilidade do SuSe, do nivel de enterprise do RedHat.
Antes de haver uma distribuição ’standard’ com esses niveis de detalhe, é preciso tratar do desktop; escolher finalmente entre gnome e kde. É impossivel para o end-user ter duas por onde escolher.
“Antes de haver uma distribuição ’standard’ com esses niveis de detalhe, é preciso tratar do desktop; escolher finalmente entre gnome e kde. É impossivel para o end-user ter duas por onde escolher.”
Não posso concordar mais, mas também é precisamente esse o ponto que gera mais discórdia, e por isso não seria algo fácil de resolver. Lembremos, no entanto, que o Uubntu é Gnome. Depois vieram as derivações.
Ps: já agora, mudando de conversa (cof cof), e em relação ao suporte do meu laptop para gestão de energia:
moura@darkside:~$ cat /sys/power/state
mem disk
moura@darkside:~$
Fully suported, hu?
VD: Estando a tentado a experimentar o Fedora 6 (não experimento desde o 3) duas coisas:
- Bateria é detectada sem stresses?
- Repositórios oficiais têm… quase tudo?
Claudio; sim, sim.
Pode ser usado o Lisa nos yum’s (é necessário adicionar à mão,por enquanto).
vd: estás a falar naquela distro que dá erro quando se tenta instalar o kmod, porque o anaconda instalou o kernel 586 em vez do 686, e depois é preciso fazer mambos jambos para pôr aquilo a funcionar? Ou será que estás a falar da distro que para ler mp3 tens de adicionar repositórios externos que por vezes(já teve) tem incompatibilidades com o repositório oficial?
Já para não falar que o yum à beira do apt, é super lento.
Ok ora agora toma lá um argumento (que só funciona comigo quase) mas que me fez apagar o fedora do meu disco por muito bonito que ele seja: Não tem o Insight nos repositorios e tanto o Ubuntu como o SuSe têm, ora toma lá fresquinho!
O Insight btw é um debuger bem jeitoso que uso na universidade e que me é essencial e RPM para fedora nem vê-lo portanto voltei ao meu bom e velhinho debian/ubuntu que tem praticamente tudo á distancia de um apt-get. Por muito que digam o Yum não chega nem aos calcanhares do Debian/ubuntu na facilidade de instalação de software… No entanto que o Fedora tem toques geniais como o anaconda, o setup de dual monitors ou a velocidade inacreditavel do sistema tem mas o ubuntu tem andado a chegar lá, basta ter calma…
PS: Quando ao laranja/castanho vejam o que eu lhe fiz e depois falamos
AH e já me esquecia de mencionar o famoso problema do Zen no OpenSuSe que para mim fez morrer a distro á nascença