Fedora 6 – notas de instalação
Como tinha prometido, eis a minha humilde análise à instalação e configuração do Fedora 6, escrita por um utilizador altamente viciado no Ubuntu.
Instalação:
Não tão rápida como o Ubuntu, também por causa das várias escolhas que temos que fazer (eu preferi escolher o que ia instalar logo ali) mas nada de mais. Dá-nos a opção de activar os repositórios extra do Fedora, o que significa um avanço do Fedora neste campo.
Pós-instalação:
A ideia geral que tive quando entrei no desktop foi a mesma de sempre, quando se trata do Gnome. Simplicidade, funcionalidade. Admito que acho o wallpaper default horrÃvel, mas isso não é para aqui chamado (a minha opinião acerca do Ubuntu já é conhecida, no aspecto gráfico).
Os menus estão arranjados de um modo algo diferente, no que toca a ferramentas administrativas (update manager é uma ferramenta administrativa …).
A primeira coisa com que tenho sempre de lidar em Linux é configurar a rede para ip estático e adicionar os dns da cabovisão manualmente, porque ao router não lhe apetece passar essa informação automaticamente, e em windows tudo funciona normalmente (se alguém alguma vez me der uma explicação plausÃvel acerca deste pormenor ganha a minha eterna gratidão … e não tem a ver com ipv6, acreditem). Achei a configuração de rede fácil, como sempre.
Tratei de adicionar o meu utilizador à lista dos “sudoers”, porque já não consigo trabalhar sem o sudo – echo ‘moura ALL=(ALL) ALL’ >> /etc/sudoers.
Agora começa o filme … A segunda coisa a fazer foi tentar activar os “Desktop Effects”, aka Compiz + AIGLX. Fiquei parvo … Não é que funcionou logo, assim, sem mais nem menos! Genial. Efeitos muito subtis, muito leves, muito … tudo. Fantástico (ATI Radeon 9000 Mobility).
De seguida, aparece um aviso acerca dos updates, como no Ubuntu, tudo bem. Carrego no Ãcone, 10 segundos apensar, nada. Desapareceu. Mau Maria, começamos bem, pensei eu. Tentei iniciar o dito, de seu nome “pup”, e nada. Abro a consola, pup, nada (uma catrefada de erros). Desliguei o compiz, e aquilo lá funcionou. Giro, não? Depois, aquilo é tão simples, tão básico, que nem se dá ao trabalho de dizer a velocidade de download dos pacotes, nem a duração do mesmo. Fraquinho, muito fraquinho. Mas funciona, pelo menos …
Depois experimentei o “Pirut”, aka “Add/Remove Software”, ao estilo do Ubuntu, mas mais fraquinho. É a interface que vemos quando estamos a escolher pacotes antes da instalação do sistema.
Tentei então o yumex, um interface gráfico para o yum, mas meus caros, tirem daà a ideia, Aquilo é pesado, lento como nunca tinha visto, e ……. lento, muito lento, muito lento mesmo. É simplesmente irritante. Demora alguns 30 segundos até carregar os repositórios e não sei que mais até de facto podermos carregar em algum botão. HorrÃvel.
Foi então que vi uma luz a pairar sobre mim, a dizer “Moura, instala o Synaptic e todos os teus problemas desaparecem”. E lá tive eu que me refugiar no velho amigo synaptic, para um interface gráfico de gente grande, e rápido, já agora.
Adicionam-se os repositórios Livna e Freshrpms, que supostamente criam conflitos entre si, ou criavam, mas eu não notei erro nenhum, até agora:
freshrpms-release/freshrpms-release-1.1-1.fc.noarch.rpm
Façam um “sudo yum update” para o update dos repositórios.
Para configurar som/vÃdeo/java/flash, sigam estes passos.
Para o driver ntfs-3g (com possibilidade de escrita ntfs, que devem usar por vossa conta e risco, apesar de estar muito fiável) é só fazerem um “sudo yum install ntfs-3g”, que ele trata das dependências. Para adicionar o mount ao fstab para iniciar com o sistema e mais pormenores, aqui, onde também têm outras dicas muito úteis. Para as fontes truetype, e caso tenham uma instalação windows, é só abrirem a consola na pasta de fontes do windows e fazerem “sudo cp *.ttf /usr/share/fonts/truetype/” (tendo em conta o driver ntfs-3g, se fizerem mv em vez de cp apagam as fontes do windows, cuidado)
A partir daqui usei o synaptic para instalar o resto do software necessário. Falta falar do vmware, que se instala normalmente, mas que a determinada altura dá um erro. É só fazerem “touch /usr/src/kernels/2.6.18-1.2798.fc6-i686/include/linux/config.h”, que cria o ficheiro que faltava. De seguida, voltam a fazer o “sudo vmware-config.pl”, e está instalado.
Uma nota também para o campo do eye-candy. Se não se contentarem com o compiz, que a nÃvel de definições é algo limitado, podem facilmente instalar o beryl, e ter ambos lado a lado. Só leva uns segundos a instalar, prometo. Instruções nesta página (seguir o update 3).

Como conclusão, tenho só a dizer que, como tudo, este Fedora tem pontos fortes e pontos fracos. Quanto a mim, é algo decepcionante a gestão de pacotes e updates. É um aspecto a melhorar. É também uma pena que não exista um automatix que poupa sempre muito trabalho.
Nota também para o facto de não reconhecer a maioria das teclas de atalho do laptop, mas como eu tenho guardadas num ficheiro as definições que o Ubuntu usa, foi só ir ao editor de configuração – apps/gnome_settings_daemon/keybindings e adicionar as chaves correspondentes. A suspensão e hibernação funcionam correctamente, ao contrário do Ubuntu, e de resto é tudo a mesma coisa
Ps: se quiserem utilizar o tema de Ãcones que ainda está em desenvolvimento para o Fedora 7, é só fazerem na consola “sudo yum –enablerepo=development install echo-icon-theme” e escolher pelo selector de temas. Eu acho-o fantástico …
Ps2: provavelmente, e caso não aconteça nada de mais, ficarei-me pelo Fedora 6, pelo menos até à próxima release do Ubuntu, que esperemos, tenha novidades a sério …
Cheers.








Bom post!
Vou aproveitar as tuas dicas para fazer mais uns passos que não conhecia, principalmente essa tool para fazer mount de escrita para ntfs.
Já agora, onde é aquela opção que tu falas de Desktop Effects? Isso ainda não é aquele X do open glass 3D, pois não?
“Já agora, onde é aquela opção que tu falas de Desktop Effects? Isso ainda não é aquele X do open glass 3D, pois não?”
Está no menu “Sistema – Preferências – Desktop Effects”, e serve para ligar e desligar o compiz.
Estás a usar o synaptic com que repositórios?
O synaptic usa os repositórios do sistema
. Só vantagens, portanto …
Antes deste post, já tinha pensado muito bem em instalar e fazer um test drive com o Fedora C6 (tanto que até me informei por um outro post existente aqui).
E este só confirma a minha escolha
Estás habituado (mal) ao synaptic, mas já sabes que com o yum é sempre tudo muito mais leeeeennnnnnttttooooo. Mas enfim, tirando isso, até vale a pena
Há sempre a possibilidade de instalar o apt-get
@Mário: com o synaptic instalas o apt-get
E por acaso alguém tem o Fedora 6 com uma IPW 220BG?
Se sim… como?
Sinceramente não sei o que tem a tua grafica com o Ubuntu mas na minha 9600pro também foi só fazer um sudo apt-get install beryl e ficou tudo a funcionar, não precisei de mudar nada no xorg.conf quando formatei para instalar o edgy final portanto eu por aqui vou ficar-me pelo ubuntu que o Fedora é muito bonito mas não é para mim (aqueles updates até doem).
Ah e já me esquecia de mandar o bitaite: já viste as configurações do DHCP no router?
Dextro mas o Fedora agora está é no portátil com uma 9700 Mobility (64mb).
No Desktop que tem a 9600Pro com Ubuntu eu nem toco
Em todo o caso problema resolvido, basta copiar o firmware para a pasta /usr/lib/firmware/ e fazer kung-fu para meter o NetworkManager a iniciar no boot.
@Dextro: o router não tem nada de mal. Está a atribuir ip’s por dhcp a todos os residentes cá de casa, como é normal acontecer (todos os outros usam windows). Já tentei por ip’s estáticos e acontece invariavelmente o mesmo. No windows está tudo certo. Os dns são atribuidos correctamente. Vai-se lá saber …