Hoje deparei-me, mais uma vez, com um artigo (no digg) a comparar o Gimp com o Photoshop.
Não compreendo muito bem porque é que as pessoas se divertem tanto a comparar estes dois produtos, mas a conclusão a que posso chegar é que se se fala vezes sem conta no Gimp é porque está mesmo muito bom, e faz, pelo menos, sombra ao Photoshop.
Todos sabemos (ou ouvimos falar) da superioridade do photoshop, e da capacidade que este nos oferece inclusivamente de tirar cafés, mudar fraldas a crianças e acabar de uma vez por todas com a caspa. O que as pessoas se esquecem, maioritariamente, é que o photoshop é da Adobe, e eles (salvo raras expecções, e sempre zelando pelo seu próprio interesse) não dão nada a ninguém.
Uma cópia normal da última versão do photoshop custa qualquer coisa como 550€. Uma cópia normal da última versão do Gimp custa qualquer coisa como (no meu computador) 15 minutos a compilar a versão cvs (há distros que têm a versão cvs sempre compilada).
Já falámos dos custos, vamos agora falar das caracterÃsticas técnicas, ou mais especificamente, do que o Gimp não pode fazer em relação ao photoshop.
CMYK. Já está mais que implementado nas versões “2.3.x” (versões beta, cvs), e estará para breve a chegada da versão estável. Só continua a dizer que o Gimp não suporta CMYK quem for perguiçoso.
RAW. Já ouviram falar em plugins?
HDR. Há produtos muito melhores que o photoshop para HDR e não considero uma vantagem …
ACTIONS. Aqui está uma “falha” séria no Gimp …
Podia estar a enunciar mais alguns, menos importantes, mas penso que no meu caso estes seriam os pontos mais sérios. O photoshop tem depois muitas possibilidades que o gimp não possui a nÃvel de opções de configuração, estruturação de layouts, por exemplo, exportação para web (o gimp tem uns plugins muito maus neste campo), etc …
Depois há o problema (?!) da organização do espaço de trabalho. Confesso que no inÃcio me fazia confusão o layout default do Gimp, mas como é altamente flexÃvel com o tempo uma pessoa habitua-se, e até se começa a achar que realmente assim é que faz sentido.
Quanto à curva de aprendizagem, meus caros, isso é uma falsa questão, como sempre foi. Se eu, desde sempre, for habituado a fazer uma coisa, quando tenho que começar a fazer algo diferente vou dizer “fogo, aquilo não tem nada no sÃtio, que desorganização, como eu fazia é que estava bem”. Agora pensem que nunca tinham usado o photoshop, e sempre usaram o Gimp. Não ia ser a mesma coisa?
Para terminar, gostei, relativamente, da conclusão a que este senhor do tal artigo chegou. Para utilizadores caseiros, sem fins profissionais, porque não usar o Gimp? Para profissionais do ramo da impressão e afins, o Photoshop é de longe o melhor produto no mercado (e o mais caro …).
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