A questão do aborto
Já muita gente divulgou nos seus blogs a sua preferência de voto. Eu prometi a mim mesmo que nem sequer ia mencionar tal coisa, para não atrair pessoas idiotas com ideias idiotas ao blog, mas depois de ter passado os 2 ou 3 últimos dias a “discutir” vivamente esta questão com as pessoas mais chegadas, e depois de muito pensar, cheguei a uma conclusão, por sinal, contrária à minha primeira ideia: vou votar NÃO.
Primeiro, vou só dizer que acho verdadeiramente ridÃculas as campanhas da maioria dos apoiantes do não. Medonhas, mesmo. Não consigo concordar com 95 % do que eles dizem. Pelo contrário, revejo-me nos ideais de muitos apoiantes do sim.
Mas aqui a questão não são os ideias. O que está em causa é o que vai acontecer. Se o referendo fosse para votar pela abolição das penas de prisão para quem pratica abortos, seria totalmente a favor (aqui posso parecer contraditório, mas acho que teria que se arranjar outras soluções). Agora liberalização do aborto? Em Portugal? Mas será que ninguém aprendeu nada com os dados da pÃlula contraceptiva? Era uma ideia muito gira, mas o que é verdade é que está a ser usada como método contraceptivo, e não somente em última necessidade.
O meu ponto é que não há condições para haver liberalização do aborto em Portugal. O aborto vai passar a ser um método contraceptivo (podem apontar o que estou a escrever) e vai passar a fazer-se um aborto como quem vai ao dentista. A mentalidade das pessoas é o que é, não se muda com um referendo, e como sou totalmente contra a banalização da questão, vou votar não.
Ps: se este referendo fosse realizado num paÃs civilizado eu votava sim, sem a menor sombra de dúvida, mas dado o paÃs em que vivemos não ficaria bem com a minha consciência …
Update: se só leu o artigo agora, aconselho a ler todos os comentários abaixo.
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