Como lidar com baterias de portáteis
É uma questão pertinente, esta, que pode gerar mil e uma respostas diferentes quando discutida no café, com os amigos, porque cada um já ouviu dizer que “tens que fazer isto e aquilo”.
Pessoalmente não me preocupava muito com esta situação porque a bateria do meu laptop já morreu à muito tempo, mas agora que existe um novo laptop em casa voltei a informar-me acerca do assunto.
As conclusões a que cheguei, para uma bateria de iões de lítio, são:
- Evitar a todo o custo descargas completas. A única situação em que se deve fazê-lo é para calibrar o sistema de medida de carga da bateria, dependendo a sua frequência do uso que se der à bateria.
- Recarregar a bateria quando esta ainda tem carga (muita ou pouca) não afecta a bateria
- Também não faz diferença carregar a bateria totalmente ou parcialmente
- A bateria tem um ciclo de vida, e vai perdendo carga com naturalidade, mesmo não sendo usada
- A bateria tem um limite de ciclos de carga (depende da bateria), que pode variar entre 300 e 500 ciclos completos
- O grande mito – carregar a bateria e depois retirá-la do portátil, porque se diz que assim perde autonomia, por estar sempre ligada à corrente. FALSO. Quando a carga está completa, a corrente para a bateria é cortada (como aliás podem comprovar pela luz de carga do portátil, que se apaga). Podem ter a bateria e estar com o laptop ligado à corrente sem problemas.
Acho que é tudo o que interessa. Alguém deseja acrescentar alguma coisa?
Ps: para perceberem melhor a definição de “ciclo de carga” vejam no site da apple a respeito das baterias








Método empírico:
Tenho dois portáteis da ACER.
Os engenheiros desta firma pensaram em tudo!
Não é que quando se retira a bateria o portátil fica manco?
Conclusão – a bateria não é para retirar!
O novo laptop da casa também é Acer, mas não fica manco
Para quem tiver portáteis Apple, este utilitário dá jeito para estar a par do estado actual da bateria, e manter um histórico:
http://www.coconut-flavour.com/coconutbattery/
O meu também é ACER e não fica manku =) lol.. Rui, obrigado pelas dicas, é sempre bom saber!
O mito que existe é verdadeiro, tu é que o contaste mal!
O que acontece é que, por estar a funcionar com o portátil ligado à corrente e a bateria (desnecessariamente) no computador, esta *aquece* — o que ajuda à perda de performance, no caso de uma bateria de iões de lítio.
@João Craveiro: A bateria só aquece indirectamente, porque não está a receber qualquer tipo de energia. 0. Nicles. Poderá aquecer como aquecem todos os componentes do portátil, devido ao calor do processador, da placa gráfica ou do disco, mas só isso. Tipo, quando estás a trabalhar com a bateria ela também aquece, e aí aquece directamente, e muito mais.
… Ou sou eu que estou a perceber mal o que querias dizer?
Portanto diz lá onde foste buscar essa informação, porque onde eu li (e li em dois sítios diferentes) não fazem uma única referência a esse facto
Tenho tido azar com a bateria do Macbook, já vou na terceira.
Recomendo vivamente o widget iStat Pro para ir vendo a saude da bateria e a contagem de ciclos.
No entanto no meu ASUS (já tem 3 anitos) uma carga completa (ainda) aguenta entre 2h30 (ubuntu) e 3h (win xp) numa utilização normal (1 ou 2 consolas, editor de texto, firefox…)
@JP: mas, em relação ao Asus, segues normalmente alguma das recomendações que eu aqui descrevi, ou como é que normalmente fazes com a bateria? Gostaria de saber.
Obrigado.
Rui,
Sim, é indirectamente que ela aquece — e mesmo assim, não é pouco. Se pensares que o processador pode chegar aos 60–65 ºC …
E sim, obviamente, ela também aquece quando estás a trabalhar com ela, mas as alturas em que não estás a trabalhar com ela sempre se podem aproveitar para não a submeter a esse aquecimento.
Os processadores de portáteis atingem essas temperaturas? (não tenho portátil)
Às vezes também vejo pessoas a dizer que o pc está nos 60ºC… Como é que ele se aguenta, e como é que os põem a essas temperaturas?
Os meus pc’s, o máximo que já os vi foi a 45ºC…
Bem,
O grande mito – carregar a bateria e depois retirá-la do portátil, porque se diz que assim perde autonomia, por estar sempre ligada à corrente.
Mito ou não, a minha primeira bateria deste portátil (um Tsunami) durou 2 anos, nunca a tirando, esta com 3 anos, foi sempre tirada qd completamenta carregada.
Centrino 1,86GHz, se o meter (p.ex.) a compilar um kernel, é levado (“CPU frequency scaling”) a funcionar à velocidade máxima (em uso regular, como neste momento que estou a escrever este comentário, está a 800MHz) e atinge os 60–65 ºC.
Já agora, a título de curiosidade, mais uma vez, enquanto escrevo isto, está ligado há 2h e tem o CPU a 52 ºC.
Na altura em que escrevo tenho o processador a 31ºC, a memória a 30ºC e a bateria a 20ºC (estou a trabalhar com a bateria).
Para quem tem Mac (seja ele PPC ou Intel) o iStat Pro é sem dúvida uma boa ferramenta.
Em dois anos (a caminho dos três) fiz uma utilização intensiva do portátil chegando a fazer três cargas no mesmo dia.
Nesta altura tenho uma bateria com 403 ciclos de carga completos e uma Battery Health de 59% o que anda à volta das 2h40m.
O processo que assumi desde início foi simples:
-Cargas completas que apenas seriam interrompidas em caso de extrema necessidade;
-Carga parcial em caso de necessidade não tornam este método prática regular;
-Descarga completa para calibragem da bateria de 3 em 3 meses;
Quanto à remoção da bateria apenas o faço para limpar o portátil (o branco suja-se mas as toalhitas são um bom método).
Conto, quando a autonomia da bateria chegar mais perto das 2h, comprar uma nova para o caso de precisar de trabalhar com recurso à mesma por um período mais longo.
Eu gosto é quando o pessoal tira a bateria e, por um acaso divino, o cabo de corrente é desligado do portátil…
O que era interessante haver era um dispositivo que nos permitisse configurar (algo mecânico) se queríamos que a bateria estive a ser carregada enquanto o portátil estivesse ligado à corrente, MAS que automaticamente fizesse o switch para a bateria em caso de falha de corrente.
Paulo A. Silva: tenho usado mais ou menos a mesma política de carga da bateria, e a verdade é que continuo a ter praticamente a mesma autonomia que há cerca de 10 meses atrás quando o comprei.
(Não tenho é estatísticas tão precisas como essas para apresentar, porque o Linux e as “smart batteries” não são lá muito amigos. :/ )
@João Craveiro: ok, já entendi a situação, tem a sua lógica …
@Paulo A. Silva: obrigado por tão completa descrição.
Já agora, que programa usar para ver esses dados todos da bateria e temperaturas (windows) ?
1. Evitar a todo o custo descargas completas. A única situação em que se deve fazê-lo é para calibrar o sistema de medida de carga da bateria, dependendo a sua frequência do uso que se der à bateria.
Nos manuais dos portáteis (Toshiba, pelo menos) vem uma recomendação explicita para fazer, pelo menos, um ciclo de descarga/carga completa por mês.
6. O grande mito – carregar a bateria e depois retirá-la do portátil, porque se diz que assim perde autonomia, por estar sempre ligada à corrente. FALSO. Quando a carga está completa, a corrente para a bateria é cortada (como aliás podem comprovar pela luz de carga do portátil, que se apaga). Podem ter a bateria e estar com o laptop ligado à corrente sem problemas.
Como tu bem disseste, a bateria descarrega naturalmente mesmo sem estar ligada. Se estiver encaixada no portátil, a carga nunca desce abaixo dos 100%… Acontece que a luz de carregamento pode nunca se acender, mas o circuito de carregamento entra em funcionamento ciclicamente e instantaneamente, sempre que a carga da bateria desce abaixo de um determinado valor. É claro que o próprio circuito pode estar desenhado para carregar até um nível “x” e apenas disparar a um nível “y” onde “y
Eu tou farto de ver maluquinhos cheios de cuidados com a bateria. Sabem o que eu faço? Já tenho portáteis desde 97, e não ligo nada às baterias. O computador é para ser usado e não para andarmos sempre preocupados com eles. Retirar a bateria do portátil é de loucos… compras um computador com UPS incorporada e desligas-a para opoupar pilhas.
Usem e abusem do computador, façam de conta não não sabem o que é uma bateria…eu não tenho cuidados e não tenho tido problemas.
Hmm, o meu post anterior ficou cortado…
(…)onde “y <<< x”.
Agora, a bateria aquece, e a temperatura altera o nível de carga aparente, e retira-lhe tempo de vida, portanto…
A não ser que tenham um Mac, onde a bateria não se pode retirar, retirá-la não custa nada.
Post util!
assim ja sei que realmente ñ faz mal como mta gente pode dizer.
E lá na faculdade, maltinha que tem acers, realmente os portáteis deles ficam mancos se tiram as baterias lol
@Carlos: sim, não custa nada, e o que disses-te acerca de a bateria poder recarregar a partir de um determinado valor será verdade. Mas lá está, os fabricantes de baterias de lítio insistem que não faz mal recarregar a bateria mesmo tendo ela carga, muita ou pouca, ou não carregar totalmente e usá-la. Mas sim, tirar a bateria não custa nada, actualmente. É só mexer duas patilhas (pelo menos neste) e pronto.
@Nuno Dantas: sim, isso é tudo muito bem dito, mas se daqui a 6 meses (quando acaba a garantia da bateria) tiver que comprar outra não vou ficar muito contente, e como já me aconteceu (com as anteriores, não era de lítio, e decidiu morrer 1 mês depois de acabar a garantia) prefiro jogar pelo seguro.
@Margarida: essa dos acer ficarem mancos é novidade para mim, sinceramente. Que falha de concepção descomunal que isso representa … Mas será em laptops mais antigos, porque este não fica manco
Já reuni aqui uma bela quantidade de informação, que era o que pretendia. Obrigado a todos os que já deram a sua opinião.
O “mito” apareceu com alguma razão. Tal como diz o Carlos, a bateria mesmo estando encaixada no portatil descarrega naturalmente e haviam portateis que iniciavam o carragamento automaticamente assim que a bateria estivesse abaixo de 100% de carga.
Embora o utilizador nao desse por ela, durante o dia a bateria era carregada dos 98% ou 99% para os 100% muitas vezes por dia, causando alguma perda de capacidade.
Desde há uns anos para cá que é possivel (pelo menos em algumas marcas, como Apple e IBM) configurar o valor de threshold para carregamento. Acho que os iBook vinham com o valor 96% por omissao e esse é também o valor que eu uso no meu Thinkpad. Assim evitam-se vários carregamentos desnecessários apenas porque se trocou o transformador para outra tomada, ou por descarregamento natural.
@Vitor: pois, já deu para perceber a ideia. Vou ter isso em conta, com certeza.
Tenho um portátil Toshiba com quase 5 anos e quando lhe tiro a bateria não fica manco…
Quanto à autonomia é bastante baixa! Cerca de 15 minutos totalmente carregada! está em 98% e de repente passa para 3%. Fazendo cat /proc/acpi/battery/BAT0/info ainda dá uns valores bons, não me lembro deles agora, o que, penso eu, é bastante estranho.
@Boss: Caro Rui sou utilizador de OS X a tempo inteiro pelo que uso o iStat Pro (http://islayer.com/) que me dá toda esta informação (também disponível nas System Preferences) sendo que conheço pouco software para Windows.
@Nuno Dantas: Concordo consigo quando diz “Usem e abusem do computador” mas parece-me uma preocupação legítima quando o custo do material é elevado.
No início lembro-me de fazer o mesmo tipo de pesquisas para tentar optimizar a vida do meu iBook.
Hoje não é uma preocupação primordial.
Pelo que li nos vários comentários posso chegar à conclusão de que, sempre tal não seja necessário, deve-se retirar a bateria do portátil e trabalhar com o carregador?
@Boss,
Normalmente uso a bat. do asus como a de um telemovel. Carrego (normalmente desligado, mas não me parece obrigatório) e deixo descarregar com o uso.
A maquina tem um utilitario na bios para calibração da bateria. Normalmente corro-o de 6 em 6 meses.
Só tiro a bateria quando deixo o asus parado por uns tempos, mas com +- 50% de carga. Se deixar a bateria no portatil, ela vai descarregando (é um defeito de fabrico que já vi reportado em alguns sites).
Não tenho nada a acrescentar aos conselhos da utilização de baterias, sinceramente nunca liguei a isso.
Mas tenho a dizer que o meu ACER também ficam manco quando tiro a bateria!
PS: Rui és livre de apagar este comentário inútil :p
Ahhhh … A Acer gosta de mim e “deram-me” um que não manca, já estou a ver
Ps: agora a sério, estive a confirmar e à uns tempos atrás tinham esse defeito de concepção, mas já não vêm assim.
@Jacon: os comentários e o artigo falam por si
para quem está em windows, uma opção é o notebook hardware control, que controla mais que a bateria, e infelizmente não tem suporte para todas, mas é a melhor que conheço. se alguém conhecer utilitários para calibrar baterias, por favor chegue-se à frente
Acer manco sem bateria
Relativamente ao uso da bateria mais de 2anos de uso intensivo, a fazer as contas acho que já carreguei a bateria mais de 500x (365x2anos) e sem qualquer morte, claro que a sua capacidade diminuiu um pouco (cerca de 30min).
Rui Moura: Não é necessário ser muito antigo. Depende dos modelos, mas ainda há dias vi um modelo dos mais recentes que tinha esse defeito de concepção.
Dos que me pronunciei um é antigo mas o outro é mais ou menos recente, i.e., cerca de 1 ano e meio.
Este erro deve-se à borracha de apoio do portátil estar colada precisamente no invólucro da bateria. Logo, quando se retira fica sem um dos apoios = manco.
A curiosidade é que pode não ser um erro, a atentar na premissa deste post. Pode-se dar o caso de quererem, com esta solução, que a malta nunca tire a bateria.
Assim, fica provado, empiricamente, que a bateria nunca deve ser retirada.
@braço.
@jocaferro:
Nop; assim, fica provado, empiricamente, que eles não querem que tires a bateria, period.
Possíveis razões:
- Apesar de ser melhor de um ponto de vista energético, ser pior por permitir que se acumule pó nos contactos.
- Reconhecendo que isso prolonga a vida da bateria, eles querem é que ela vá à vida para venderem mais.
FYI
http://www.macinhack.com/arch/feb/getting_the_most_out_of_your_laptop_battery.php