ReadyBoost em Linux
Com o lançamento do Vista ficámos a conhecer uma bela funcionalidade, principalmente para quem não tem muita RAM, conhecida como ReadyBoost.
Primeiro aconselho a ler as precauções que se deve ter ao utilizar uma qualquer pen usb ou cartão de memória, tendo em conta as limitações descritas no link acima referido. A maioria das pens vendidas a preços baixos têm tempos de acesso e velocidade de escrita muito baixos, e se utilizarem uma pen para ReadyBoost, ao fim de uns tempos saibam que deixa de ser pen. Mas ao preço que elas estão (€15 2GB, ou ainda mais barato) são uma boa solução para quem não quer gastar muito dinheiro em mais RAM.
Posto isto, saiba-se que em Linux é possível fazer isto, muito facilmente.
1) Primeiro, liguem a pen usb (terá que ser uma pen com pelo menos 256MB), e logo que ela seja “montada”, façam o umount da drive (terão que saber onde ela foi montada, a minha foi em /media/disk) - sudo umount /media/disk/
2) Agora terão que saber qual o “device” da vossa pen. Façam um fdisk -l para procurar. O meu ficou em “/dev/sdb”. De seguida façam - sudo mkswap /dev/sdb
3) Agora é só inserir - sudo swapon -p 32767 /dev/sdb
Está pronto a usar.
Para verificarem insiram o comando - cat /proc/swaps
O meu ficou assim (1GB de swap, 512MB da memória USB):
moura@yoda:~$ cat /proc/swaps
Filename Type Size Used Priority
/dev/sda2 partition 1020116 28092 -1
/dev/sdb partition 505848 0 32767
moura@yoda:~$
Fonte: UbuntuForums
Fedora 7 Test 3
A última versão de teste do Fedora 7 foi lançado hoje. Está ainda quentinha, acabada de sair do forno.
Se conseguirem o milagre de encontrar um mirror que não esteja sobrelotado, já podem fazre download e instalar.
E já agora, tendo em conta a tão falada feature de sugestão de codecs no Ubuntu Edgy, leiam isto, da lista de features do Fedora 7.
Melhorar rendimento dos drivers opensource da ATI
Para todos os que têm a infelicidade de possuir uma placa gráfica da ATI, fica a dica.
Primeiro, de salientar que isto só vai funcionar com placas ATI desde a série 7000 até à 9700.
Instalam o utilitário “driconf” (Ubuntu - sudo apt-get install driconf // Fedora - sudo yum install driconf), depois iniciam pela consola, e activam a opção “Use HyperZ to boost performance”.
Podem também optimizar a secção “Device” do xorg.conf. Se quiserem copiar da minha, tenham em atenção a designação do modelo da placa, que no vosso pode ser diferente (tenho uma ATI 9000 Mobile) e as aspas, que ficam desformatadas. Onde tem “radeon” podem por “ati”, acho que não faz diferença.
Section “Device”
Identifier “ATI Technologies Inc Radeon R250 [Mobility FireGL 9000]”
Driver “radeon”
Option “AGPMode” “4″
Option “AGPFastWrite” “true”
Option “DisableGLXRootClipping” “true”
Option “AddARGBGLXVisuals” “true”
Option “AllowGLXWithComposite” “true”
Option “XAANoOffscreenPixmaps” “true”
Option “EnablePageFlip” “true”
BusID “PCI:1:0:0″
EndSection
Com isto, passei de cerca de 1400fps no GLXGEARS para cerca de 2300. Nota-se uma maior rapidez e fluidez, principalmente, ao usar o Compiz ou o Beryl.
O caldo está entornado
Hoje foi publicitado, com grande alarido (imprensa escrita e tudo), a primeira Rede Editorial de Blogues.
Feita a publicidade gratuita, fica na retina que uns acham que esta é mesmo o primeiro projecto no género, outros defendem que este modelo já existe há uns tempos. Honestamente, não me parece que o projecto possa ser igualado a uma dos projectos já existentes referidos (por exemplo, o P*), mas confesso que ainda não entendi o conceito, de todo.
Rede centralizada de blogs? Mas centralizada em que aspecto? Qual o objectivo do conceito?
É que alguém pode confundir o conceito de “rede editorial de blogs” com coisas já existentes, perfeitamente. O P* não é nada menos que uma rede editorial de blogs, tendo em conta que é composto por blogs, cada um com o seu editor, todos em torno de um conceito definido (não um conceito restrito, mas mesmo assim definido).
Ok, eu disse que não podia ser igualado, e acabei por igualá-lo … Mas … sinto-me confuso … ![]()
O melhor português de sempre …
A RTP organizou um programa onde seria eleito, pelo público, através de votação (muito fidedigno, portanto), o melhor Portugês de sempre.
Depois de várias rondas, o “grande” vencedor foi o Salazar.
Primeiro pensei que estavam no gozo, mas parece que ganhou mesmo, o senhor que enviou o meu pai para a guerra colonial, impedindo-o de entrar para a universidade, lutar sabe-se lá contra quem, correndo o risco de morrer numa guerra idiota (são todas idiotas …).
Ganhou o senhor que era nada menos que um ditador, dos cruéis, que comandava o país através de fortíssima repressão.
Ganhou o senhor que, depois de ter tido o mérito que lhe reconheço de pegar no país absolutamente de terceiro mundo que era Portugal e ter construído estradas, hospitais e escolas, conduziu o país a uma estagnação industrial e intelectual como não há memória. Índices de analfabetismo da ordem dos 60% ficam como um grande marco deste senhor.
Podia estar aqui a escrever um texto com centenas de linhas acerca dos “feitos” deste senhor, mas acho que a ideia está passada.
Está também passada a ideia da qualidade deste programas decididos por votações telefónicas. Quem realmente tem neurónios na cabeça, em vez de pó, nem sequer ligou muito ao programa, tal como eu, e vai daí este resultado verdadeiramente ridículo. Não lhe vamos dar demasiada importância, porque vale o que vale.
Ready for Open Source

No laptop, fica a matar, vão por mim.
Rui Moura. Geek by nature. Design Multimedia student. Linux user, Photo lover. /me likes pizza, beer and caramel icecream.





