Archive for April, 2007

Fedora 7 Test 4 is out 2

A última versão de testes do Fedora 7 (Test 4) já está disponível, tanto nos mirrors (http ou FTP) como via torrents, que é o método mais aconselhado.

Como já devem saber, uma versão de teste é sempre uma versão de teste, e tem os seus riscos, se instalada numa máquina de produção. Eu vou instalar no Virtual BOx, numa máquina virtual, e quando a coisa estiver pronta, faço o update do 6 para o 7, que vai estar muito bom (pelo menos promete).

Como instalar última versão do Gimp Comments Off

A versão do Gimp que vem instalado em todas as distros, incluindo o Ubuntu Feisty, é uma suposta versão estável, velha como as igrejas, já com bastante tempo em cima, e por isso aqueles menus toscos, muito estranhos para quem está habituado a mexer, por exemplo, no photoshop.

A questão é que existem outros derivados do Gimp, como o Gimpshop, que tem uns arranjos “cosméticos” nos menus, mas que também é baseado na série 2.2.xx do Gimp, e devido a isso faltam-lhe muitas ferramentas que as novas versões já têm, como o “pespective clone tool”, conhecido no Photoshop como “Vanishing Point”, assim como novos ícones, menus “normais”, e muitas outras coisas.

Saibam também que podem perfeitamente instalar uma nova versão sem ter que desinstalar a que vem no sistema (não aconselho, de todo, desinstalar o Gimp que já vem de origem).

Para quem for utilizador de Ubuntu, e partindo do princípio que já fizeram upgrade para o Feisty, podem sacar a última versão do Gimp (2.3.15) a partir daqui – http://data.ruimoura.net/software/

Para quem se quiser aventurar a instalar do source, já existe a versão 2.3.16, aqui – ftp://ftp.gimp.org/pub/gimp/v2.3/gimp-2.3.16.tar.bz2.

Quem nunca instalou do source, saibam que é relativamente simples. (instalar, primeiro, o pacote build-essential)

  • Primeiro, descompactam o ficheiro para uma directoria.
  • Entram nessa directoria, pela consola.
  • inserem o comando ./configure

Aqui, provavelmente, vão aparecer erros, por causa de dependências que não estão satisfeitas. Vêm o erro onde o configure parou, abrem o synaptic e procuram pelo pacote que ele diz que está em falta. Ppode não ser bem pelo nome exacto que ele tem, mas um parecido. Os pacotes em falta são quase sempre o -dev do pacote (por exemplo, se disser que falta o pacote libpango, o que têm que instalar é o lipango-dev, e assim sucessivamente)

  • Quando acabarem com todas as dependências, ele faz um report, no fim (uma espécie de lista), onde diz algumas features que estão desabilitadas devido a dependências, mas que já pode ser instalado. É só verem se querem mais alguma feature, irem ao synaptic instalar, e voltar a fazer o ./configure, até estarem satisfeitos
  • Agora é só inserir o comando make (vai demorar uns belos minutos …)
  • Por fim, inserem o comando sudo make install

Pronto, têm o Gimp compilado e instalado do source. Para iniciarem, se ele não instalar uma entrada no menu (em Gráficos) iniciam com o comando gimp-2.3 (o outro, o original, é só gimp).

Ps: não só instalaram o Gimp do source, como aprenderam a instalar qualquer programa pelo mesmo método, porque é sempre assim.

Coisas que posso fazer em Linux e em windows não 5

Recentemente li este artigo, escrito por um senhor que é Web Developer, sobre algumas coisas que ele podia fazer em Linux e que não eram possíveis em Windows. Como achei o artigo deveras excelente, decidi colocar aqui os pontos essenciais, mais alguns adicionados por mim:

  •  Fazer update de todo o sistema, mas mesmo todo, com um simples comando ou com um único clique.
Esta é fácil de perceber. O update manager das distribuições mais modernas (Open Suse, Mandriva, Fedora, Ubuntu, Debian, Gentoo, etc) permite fazer updates de segurança e actualizações a todos os componetes do sistema operativo com um único clique do rato. Em windows só é feita a actualização esporádica e só quando aparecem buracos de segurança, ao sistema operativo, porque as aplicações são independentes do sistema.

  • Fazer updates, instalar software e tudo o mais, sem “quase” nunca ter que fazer reboot à máquina.
Só existe, em todos os sistemas Linux, uma meia dúzia de coisas que nos pedem para fazermos reboot. Updates ao Kernel, instalação de drivers gráficas e pouco mais, que me lembre. No windows, raro é o programa que não nos pede para reiniciarmos, e há alguns que chegam ao cúmulo de nos obrigar a 3 reboots, como por exemplo o norton antivírus.

  • Não tenho necessidade de ocupar memória e processador com antivírus + anti spyware + anti não sei das quantas
É mesmo assim. Não há cá nada dessas tretas que tantas alegrias dão ás lojas de manutenção de pc’s. Em windows, se não tivermos cuidado e não formos um utilizador experiente, em poucos minutos temos o pc a dar bluescreens e apitos e a abrir janelinhas de publicidade por tudo quanto é lado.

  • Correr um sistema operativo e milhares de aplicações sem infringir a lei.
Hoje em dia o windows é impingido com quase todos os pc’s (mais laptops) novos, e portanto o número de pessoas que tem um windows legal aumentou significativamente, não porque o comprem, directamente, mas porque lhes é impingido no preço, sem sequer o saberem. Eu tenho um sistema completamente livre, sem piratarias, com milhares de programas para “quase” tudo o que quero, sem ter que me preocupar com licenças e facturas e todas essas burocracias.

  • Customização de todo o sistema
Em windows, tenho que fazer uns “kung-fus” para poder, pelo menos, mudar o tema das barras do sistema, tarefa imensa. Para uma coisa mais bem feita é necessário recorrer a programas pagos, 95% das vezes pirateados, que tornam o sistema super pesado. Em Linux, posso alterar virtualmente tudo, desde ícones, barras, menus, fontes, diálogos, wallpapers, etc, de um modo simples, sem complicações. Quero instalar um tema novo, arrasto o link do browser para o instalador de temas e está feito. Um tema de ícones, a mesma coisa. O limite é a imaginação.

  • Posso instalar no mesmo pc, o internet explorer 5,6 e 7, para testar sites
Quem trabalha diariamente em desenvolvimento web (que inclui webdesign) sabe que o IE não pode ser ignorado. A grande maioria dos utilizadores web usam este browser (versão 6), e por muito mau que ele seja, tem que se desenvolver um projecto sempre tendo em conta este browser. Com o lançamento do IE7 o problema foi atenuado, mas muitos ainda não fizeram o upgrade.
Em Linux, com o projecto IEs4Linux, posso instalar várias versões deste browser tê-los todos abertos ao mesmo tempo, se assim quiser.
Para instalar a última versão (2.5 Beta 6) é só fazer download do instalador, e depois, pela consola, na directoria onde extraímos, fazer “./ies4linux –install-ie7 –no-gui” (parâmetro para instalar o ie7 e para instalar em modo de texto, que dá menos problemas). De notar que o ie7 só é instalado a nível de motor de renderização, ao abrirem o “aspecto” vai ser o memso do ie6, mas notam logo a diferença ;)

  • Posso contribuir, verdadeiramente, para o desenvolvimento de programas
Estou com um programa aberto, e acontece um qualquer erro. Abre-se uma janela para reportar o erro, onde insiro uma descrição do que aconteceu, uns dados, e o suposto bug é imediatamente adicionado à base de dados de bugs e erros desse programa. Sem ser preciso muita coisa, até obtemos resposta dos developers do programa, conversamos com eles, damos ideias, contribuímos. Se for um erro grave, existe toda uma comunidade que se debruça sobre esse erro, e numa questão de dias sai um qualquer patch para resolver o problema.

  • Obtenho conhecimentos aprofundados do funcionamento de muitos componentes do computador
Sei que isto não é o “sonho” de qualquer um, mas eu gosto de saber como funcionam as coisas. Processem-me … Com a utilização de Linux passei a conhecer muito melhor tudo o que se passa dentro desta caixa preta.

Existem muitas mais coisas que se pode fazer em Linux que não são possíveis em windows, isto é só para dar uma ideia, mas penso que o ponto essencial está transmitido.

De notar que, não sendo eu um fundamentalista daqueles que só vêm numa direcção, poderia facilmente elaborar uma lista com todas as coisas que “ainda” não posso fazer em Linux e posso em windows, mas seria totalmente injusto da minha parte, tendo em conta o esforço que é “lutar” contra os gigantes de software e mesmo de hardware (que não disponibilizam quase nunca drivers para linux).

Murrine – como tornar o desktop mais agradável 14

Todos os utilizadores do fantástico Gnome sabem, ou têm a sensação estranha e profunda de que por vezes as aplicações, barras de menus, diálogos, etc, têm um aspecto algo tosco, rude, do campo, e que por muito útil, fácil e simples que o Gnome seja, a nível de “aspecto visual” deixa por vezes um pouco a desejar, com barras de menus gigantescas, ícones ainda mais gigantes e janelas de diálogo que ocupam quase o monitor todo.

Claro que quem for utilizador do Gnome sabe que este é 100% (ou quase) configurável, pelo menos a nível de visual, já que quanto aos diálogos e barras dantescas não se pode fazer muito.

É neste ponto que aparece o Murrine. O Murrine é um “motor” de renderização baseado no cairo, bastante personalizável e muito leve, para o ambiente Gnome.

Para terem uma ideia, ficam aqui dois screenshots da minha actual configuração:

Murrine 1

Murrine 2

Como podem ver, dá para modificar praticamente tudo, desde as barras de menú das aplicações até à barra de deslocamento vertical. Com alguma facilidade podem modificar os valores default dos temas murrina (temas para o murrine) e criar os vossos temas com bastante rapidez.

No site oficial podem fazer download do Murrine (para o Feisty está nos repositórios, para o Fedora tem um link para rpm’s) e o download de alguns temas. O tema que estou a usar, e que vêm nos screenshots, chama-se Murrina FancyCandy, mas com algumas modificações (meti uma cor mais clara para as barras normais, entre outros pormenores), que está presente na secção de temas.

Para fazerem download de dezenas de temas podem ir ao Gnome Look. Podem também instalar o configurador, que permite definir algumas opções de um modo muito intuitivo.

Falta dizer que para instalarem isto tudo é muito simples. Instalam primeiro o Murrine, com um .deb, pelos repositórios, com um .rpm, ou como entenderem melhor, segundo a vossa distro, e depois para instalar temas é a complicação do costume: arrastam o link do tema para a janela de instalação de temas do Gnome, e está instalado …

Pidgin – antigo Gaim 24

Pidgin

Já tem alguns dias, a notícia, mas só hoje decidi ver se havia novidades e instalei a nova versão do Pidgin.

Duvido que alguém ainda não saiba, mas o Pidgin é o antigo Gaim, o melhor cliente IM que alguém alguma vez inventou para Linux. O problema nestas coisas do open source é que não costuma haver muito dinheiro e poder por detrás dos projectos, e, neste caso, bastou os idiotas da AOL fazerem umas pressões para o projecto ter que mudar de nome.

Além do nome, a última versão beta levou também uma lavagem, como podem ver no screenshot, ficando com um aspecto mais light e agradável.

Estatísticas do blog 11

Já não fazia à algum tempo, porque não havia nenhum marco a destacar, mas hoje, precisamente, foi atingido o ponto alto desde que o blog foi criado.

100.000 visitantes únicos, meus amigos. Para muitos, isto é um número absurdo, facilmente alcançável, para mim, e para os assuntos que trato maioritariamente no blog, e principalmente tendo em conta que escrevo em Português, é um feito enorme.

Vou deixar aqui alguns dados estatísticos, para que conste, deste ano e meio de blog:

Browsers mais utilizados:

  • Firefox – 54%
  • Internet Explorer – 40%
  • Sistemas Operativos mais utilizados:

  • Windows – 64%
  • Linux – 32%
  • Resoluções de monitor mais utilizadas:

  • 1024*768 – 52%
  • 1280*1024 – 18%
  • Visitantes por regiões do planeta:

  • Brasil – 50%
  • Portugal – 34%
  • Subscritores do Feed do Blog, actualmente – 242

    Fiquem bem e obrigado a todos os que visitam o blog ou têm simplesmente o feed subscrito.

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