Colónia de Férias da Torreira
Já não escrevia no blog à algum tempo. Estou de férias, e assim continuarei
por mais uns tempos, o que não quer dizer que tenha estado parado.
Entre os dias 17 e 27 de Julho tive o privilégio de estar na Colónia de Férias
da Torreira, como monitor, com o intuito de proporcionar aquelas crianças
(dos 6 aos 11 anos) as melhores férias da vida deles. Foram-me atribuÃdos 6
miúdos (rapazes tomam conta de rapazes, raparigas de raparigas), alguns
deles com histórias de vida que me fazem sentir um felizardo, vindos de
algumas instituições de apoio à criança.
Como nunca tinha lá estado, os primeiros dois a três dias foram um teste Ã
minha capacidade mental (e fÃsica, mas mais mental) como nunca tinha tido
o prazer de experimentar. Os miúdos são complicados, inseridos num
subgrupo de 60 miúdos (8 monitores), e numa colónia com mais de 300
crianças (rapazes e raparigas), exigem da nossa parte muita atenção, muito
cuidado e acima de tudo muito carinho, tentando minimizar sempre qualquer
problema mais sério e tendo sempre presente que não se pode, em nenhum
caso, agredir, fÃsica ou psicologicamente, os miúdos. De vez em quando
precisavam de umas palmadas bem dadas, sendo que muitos deles, devido
à sua proveniência, não têm presente no cérebro a palavra educação. Mas
nada que não se resolva, com muito jeitinho e cérebro de aço.
Todos os dias Ãamos para a praia (de manhã ou de tarde) e a ida à agua era,
por assim dizer, um pequeno inferno. imaginem mais de 100 crianças a irem
à agua, só assim por alto, e depois digam-me qualquer coisa. Tudo tinha que
ser feito com rÃgidas regras de segurança, mas a preocupação era sempre o
ponto alto, e ainda por cima a porcaria da água parece saÃda do congelador.
O dia a dia incluÃa várias actividades, como jogos, piscina, andar de bicicleta,
ginástica, teatro, cinema, etc.
Podia estar aqui a escrever que nunca mais parava, mas acho que já disse o
que queria. É uma experiência fantástica, um teste brutal às nossas
capacidades mentais e fÃsicas, porque os miúdos parece que são alimentados
por pilhas que nunca acabam. Recomendo a qualquer um que queira
contribuir com 10 dias das suas vidas a favor destes miúdos, na sua maioria
carenciados e com problemas de vida que nunca mais acabam.
Como pontos “negativosâ€, só mesmo o facto de não se poder mesmo sair
nem por um minuto da colónia, nos 10 dias (antigamente podia-se sair Ã
noite, depois de os miúdos estarem a dormir, mas actualmente já não é
possÃvel), e o primeiro dia, de instrução (no fim do primeiro dia pode-se sair,
até às 23.45h), que é um pouco seca, mas essencial, principalmente para
quem não tenha experiência.
Já me ia esquecendo de referir que somos pagos por estar lá (dá para comprar 1/2 playstaion 3), além da
“estadia†completamente gratuita, e onde só podemos gastar dinheiro em
cafés e gelados, mas acreditem, não é pelo ninharia que lá pagam que eu
irei, de futuro, se me voltarem a chamar (após a primeira vez como monitor
somos avaliados e dependendo dessa avaliação poderemos ou não voltar a
integrar a colónia, caso voltemos a concorrer, obviamente).
6 Comments