Ciganos, elementos da sociedade ou parasitas? 30
Tenho sempre um “certo” receio de fazer este tipo de posts, não porque me importo com o que os outros pensem de mim, mas porque sinto uma tremenda desilusão quando vejo alguns comentários, mas em frente.
Estando atento a alguns acontecimentos que se têm passado nos últimos tempos no nosso paÃs, não pude deixar de reparar numa enxurrada de problemas levantados, sem excepção, por elementos da comunidade cigana (isto é um termo politicamente correcto).
Estiveram presentes nos desacatos da Quinta da Fonte, com direito a tiroteio à moda do Iraque, em plena rua, com transmissão televisiva e tudo. Depois, como pessoas de bem, acamparam à s portas da Câmara de Loures a reivindicar casas novas (?!), quando viviam em casas “oferecidas” pelo estado, cuja renda era de 4 euros mensais (apx) e nem essa renda pagavam, mas obviamente tinham os interiores dos apartamentos recheados com plasmas, playstations e os demais luxos que outra pessoa qualquer só tem se se estafar a trabalhar, e mesmo assim nem todos o conseguem.
A polÃcia assistiu a isto tudo, impávida e serena, quando se impunha a remoção destes cidadãos do local que decidiram invadir, sem ter que prestar contas a ninguém, porque é assim que as coisas funcionam, supostamente. Salvou-se de tudo isto a decisão do presidente do municÃpio de lhe estender, educadamente, o dedo do meio, e dizer-lhes que não alimentava parasitas que nem rendas de 4 euros pagavam.
Depois, o caso de 5 indivÃduos da comunidade cigana que foram condenados em Felgueiras por desacatos e agressão a forças policiais. A JuÃza que os condenou, na leitura da sentença proferiu algumas considerações maravilhosas, que subscrevo totalmente, e que passo a citar:
“socorreu-se o tribunal das regras de experiência no que toca ao elemento intelectual e volitivo do dolo inevitavelmente associado aos useiros e vezeiros comportamentos desviantes e percursos marginais dos arguidos e do seu pouco edificante estilo de vida”
“Pessoas mal vistas socialmente, marginais, traiçoeiras, integralmente subsÃdio-dependentes de um Estado a quem pagam desobedecendo e atentando contra a integridade fÃsica e moral dos seus agentes”
Podia estar a citar mais passagens, mas acho que já deu para perceber que esta senhora esteve num nÃvel demasiado elevado para os padrões da hipocrisia geral que reina na justiça Portuguesa, e na sociedade em geral. Merecia uma condecoração.
Claro que de seguida surgiram as vozes de espanto e consternação, nomeadamente de uma tal de “Alta-Comissária para a Imigração e o Diálogo Intercultural” (?!?!), que considerou as apreciações da juÃza de discriminatórias e, imagine-se, racistas (!?). A advogada (ou uma das) dos réus também já de insurgiu defendendo que apesar de serem condenados, os réus têm direito a preservar a honra e o seu bom nome (!?!).
Update: aparentemente a senhora “Alta-Comissária para a Imigração e o Diálogo Intercultural” nem sequer tinha lido a sentença, e já recuou na decisão de fazer queixa da juÃza (http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1337220&idCanal=62)
É este o estado em que se encontra o paÃs, a demagogia e a hipocrisia ditam leis, e quando alguém tem tomates para dizer duas ou três verdades, as flores de estufa e defensores do estado de direito (mas só na parte do direito, a parte das obrigações fica esquecida) saltam logo todas da toca.
Com estes dois exemplo, gostava de salientar uma coisa. Conheço pessoas de etnia cigana que trabalham, têm empregos, estão integrados na sociedade e fazem realmente por isso, mas, e reafirmo esta parte, são em tão pouco número, que chegam a ser marginalizados pela própria comunidade, porque cigano que é cigano tem que ser porco, não trabalha e vive do rendimento mÃnimo (aqui é culpa de quem lhe ampara o jogo).
Alguns acharão que este post tem conotação racista. Pois, que seja, sou racista. Sou racista a respeito de indivÃduos que, regra geral, numa gigantesca maioria, são uns autênticos parasitas da sociedade, sugam tudo o que conseguem dela, e não dão nada em troca, a não ser vandalismo, droga, tráfico de armas e pólos lacoste falsificados.
Há muita gente desempregada, há muita gente sem grandes condições de vida, pois há, e não são ciganos, mas lutam todos os dias para tentar melhorar a sua vida, tentam trabalhar, e acima de tudo, comportam-se como pessoas integradas numa sociedade de direito (onde há direitos e deveres). Se a percentagem de pessoas não ciganas que não cumprem a lei fosse a mesma dos ciganos, 95% da população portuguesa tinha registo criminal ou participava de forma recorrente em actos ilÃcitos (quer dizer, não estou a contar com fugas ao fisco, que aà a coisa piava de outra maneira
).
E depois a conversa do racismo. Mas qual racismo? Não gostar de parasitas é racismo? E eles? Não são racistas? É perigoso generalizar? Claro que é, quando não se conhecem os factos. Aqui, os factos estão à vista de quem os quiser ver. É só abrir os olhos, e deitar ao lixo essa hipocrisia cancerÃgena que corrompe a sociedade.
Vejo emigrantes de leste, africanos, pessoas das mais variadas nacionalidades a trabalhar em condições muitas vezes desumanas, de forma precária, a tentar ganhar o seu sustento, em todo o lado, e no entanto, eu, que sou nitidamente racista, não vejo, em nenhum lado (estive a reflectir seriamente e não me recordo mesmo de algum caso) ciganos a trabalhar nas obras, ou na restauração, ou em qualquer outra trabalho tão digno e respeitado (por mim, não pela sociedade hipócrita) como ser médico ou engenheiro. Talvez o meu racismo os impeça de se baixarem para fazer cimento e carregar tijolos …
Edit: pequeno update na parte da comissária não sei das quantas …









