Archive for July, 2008

Ciganos, elementos da sociedade ou parasitas? 30

Tenho sempre um “certo” receio de fazer este tipo de posts, não porque me importo com o que os outros pensem de mim, mas porque sinto uma tremenda desilusão quando vejo alguns comentários, mas em frente.

Estando atento a alguns acontecimentos que se têm passado nos últimos tempos no nosso país, não pude deixar de reparar numa enxurrada de problemas levantados, sem excepção, por elementos da comunidade cigana (isto é um termo politicamente correcto).

Estiveram presentes nos desacatos da Quinta da Fonte, com direito a tiroteio à moda do Iraque, em plena rua, com transmissão televisiva e tudo. Depois, como pessoas de bem, acamparam às portas da Câmara de Loures a reivindicar casas novas (?!), quando viviam em casas “oferecidas” pelo estado, cuja renda era de 4 euros mensais (apx) e nem essa renda pagavam, mas obviamente tinham os interiores dos apartamentos recheados com plasmas, playstations e os demais luxos que outra pessoa qualquer só tem se se estafar a trabalhar, e mesmo assim nem todos o conseguem.
A polícia assistiu a isto tudo, impávida e serena, quando se impunha a remoção destes cidadãos do local que decidiram invadir, sem ter que prestar contas a ninguém, porque é assim que as coisas funcionam, supostamente. Salvou-se de tudo isto a decisão do presidente do município de lhe estender, educadamente, o dedo do meio, e dizer-lhes que não alimentava parasitas que nem rendas de 4 euros pagavam.

Depois, o caso de 5 indivíduos da comunidade cigana que foram condenados em Felgueiras por desacatos e agressão a forças policiais. A Juíza que os condenou, na leitura da sentença proferiu algumas considerações maravilhosas, que subscrevo totalmente, e que passo a citar:

“socorreu-se o tribunal das regras de experiência no que toca ao elemento intelectual e volitivo do dolo inevitavelmente associado aos useiros e vezeiros comportamentos desviantes e percursos marginais dos arguidos e do seu pouco edificante estilo de vida”

“Pessoas mal vistas socialmente, marginais, traiçoeiras, integralmente subsídio-dependentes de um Estado a quem pagam desobedecendo e atentando contra a integridade física e moral dos seus agentes”

Podia estar a citar mais passagens, mas acho que já deu para perceber que esta senhora esteve num nível demasiado elevado para os padrões da hipocrisia geral que reina na justiça Portuguesa, e na sociedade em geral. Merecia uma condecoração.
Claro que de seguida surgiram as vozes de espanto e consternação, nomeadamente de uma tal de “Alta-Comissária para a Imigração e o Diálogo Intercultural” (?!?!), que considerou as apreciações da juíza de discriminatórias e, imagine-se, racistas (!?). A advogada (ou uma das) dos réus também já de insurgiu defendendo que apesar de serem condenados, os réus têm direito a preservar a honra e o seu bom nome (!?!).

Update: aparentemente a senhora “Alta-Comissária para a Imigração e o Diálogo Intercultural” nem sequer tinha lido a sentença, e já recuou na decisão de fazer queixa da juíza (http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1337220&idCanal=62)

É este o estado em que se encontra o país, a demagogia e a hipocrisia ditam leis, e quando alguém tem tomates para dizer duas ou três verdades, as flores de estufa e defensores do estado de direito (mas só na parte do direito, a parte das obrigações fica esquecida) saltam logo todas da toca.

Com estes dois exemplo, gostava de salientar uma coisa. Conheço pessoas de etnia cigana que trabalham, têm empregos, estão integrados na sociedade e fazem realmente por isso, mas, e reafirmo esta parte, são em tão pouco número, que chegam a ser marginalizados pela própria comunidade, porque cigano que é cigano tem que ser porco, não trabalha e vive do rendimento mínimo (aqui é culpa de quem lhe ampara o jogo).

Alguns acharão que este post tem conotação racista. Pois, que seja, sou racista. Sou racista a respeito de indivíduos que, regra geral, numa gigantesca maioria, são uns autênticos parasitas da sociedade, sugam tudo o que conseguem dela, e não dão nada em troca, a não ser vandalismo, droga, tráfico de armas e pólos lacoste falsificados.

Há muita gente desempregada, há muita gente sem grandes condições de vida, pois há, e não são ciganos, mas lutam todos os dias para tentar melhorar a sua vida, tentam trabalhar, e acima de tudo, comportam-se como pessoas integradas numa sociedade de direito (onde há direitos e deveres). Se a percentagem de pessoas não ciganas que não cumprem a lei fosse a mesma dos ciganos, 95% da população portuguesa tinha registo criminal ou participava de forma recorrente em actos ilícitos (quer dizer, não estou a contar com fugas ao fisco, que aí a coisa piava de outra maneira :) ).

E depois a conversa do racismo. Mas qual racismo? Não gostar de parasitas é racismo? E eles? Não são racistas? É perigoso generalizar? Claro que é, quando não se conhecem os factos. Aqui, os factos estão à vista de quem os quiser ver. É só abrir os olhos, e deitar ao lixo essa hipocrisia cancerígena que corrompe a sociedade.

Vejo emigrantes de leste, africanos, pessoas das mais variadas nacionalidades a trabalhar em condições muitas vezes desumanas, de forma precária, a tentar ganhar o seu sustento, em todo o lado, e no entanto, eu, que sou nitidamente racista, não vejo, em nenhum lado (estive a reflectir seriamente e não me recordo mesmo de algum caso) ciganos a trabalhar nas obras, ou na restauração, ou em qualquer outra trabalho tão digno e respeitado (por mim, não pela sociedade hipócrita) como ser médico ou engenheiro. Talvez o meu racismo os impeça de se baixarem para fazer cimento e carregar tijolos …

Edit: pequeno update na parte da comissária não sei das quantas …

Dica à TVI 18

Caro director-geral da TVI, José Eduardo Moniz, tendo em conta a recente atribuição da transmissão do Campeonato Português de Futebol à RTP, e tendo em conta a sua preocupação repentina e curiosa com os Portugueses, fique vossa excelência sabendo que não há um único amante de futebol no país que não tenha festejado efusivamente este feito.

As transmissões de futebol na TVI são deploráveis, os comentadores são péssimos, muito pouco isentos e havia imensa gente que inclusivamente preferia ver os jogos sem som, e isto vindo de apoiantes de vários clubes.

Assim, aconselho o senhor director-geral da TVI, que tanto liga a audiências, a fazer um pequeno estudo de mercado para chegar à conclusão, com números, que ninguém quer ver futebol na TVI. Fiquem com as novelas e programas deprimentes, que os amantes e futebol preferem ter a boa e velha RTP de volta.

iPhone na TMN 1

Sim, numa jogada muito pouco ao estilo da TMN, esperaram até à última da hora para confirmar que também vão vender o iPhone em Portugal.

Não há ainda nada acerca de preços ou tarifários, e pelo que se depreende não va ser posto à venda na mesma data das duas outras operadoras. Pessoalmente, e como sou cliente da TMN, esta notícia não podia ser melhor.

Não estou à espera de melhores preços nem nada do género (quem o fizer é ingénuo), mas pelo menos é na minha operadora, e logo se vê as condições que vão apresentar, e pode ser que estejam atentos à anedota de tarifários para particulares que as outras duas operadoras decidiram lançar e melhorem, nem que seja um pouco, a oferta.

Da Optimus já toda a gente espera qualquer coisa, mas da Vodafone … bem, fico-me por aqui nos comentários à Vodafone.

Preços do iPhone na Vodafone – a comédia à Portuguesa 42

Lol2

A Vodafone Portugal, uma das duas operadoras que, até ver, vai vender o iPhone por cá, lançou hoje, dia 7 de Julho de 2008 (3 dias antes do lançamento do aparelho, podia ser pior), os moldes em que vai ser comercializado o iPhone, neste site.

Depois de uma análise atenta ao tarifários e preços, concluí uma única coisa, e a frase que me veio à mente foi “só podem estar a gozar”. Passo a explicar.

Os preços de compra do aparelho propriamente dito não são nem bons, nem maus, são o que se estava à espera (eu, pelo menos), tanto os preços que não estão ligados a um contrato (em que se pode manter o actual cartão recarregável), e que são de €499,90 e 599,90€, para as versões de 8 e 16GB, respectivamente, tal como os associados a planos, que vão de €129,90 até €389,90, dependendo do plano escolhido.

Até aqui, tudo bem, pensaria eu, mas quando se chega à parte do tráfego de Internet incluído a gargalhada é inevitável. Num aparelho que está todo ele virado para a internet (alguém deveria ter explicado isto à Vodafone, com jeitinho), oferecer um tráfego mensal de 250Mb é possivelmente a anedota do ano, perdoem-me a frontalidade, mas é mesmo para rir. 250Mb dá qualquer coisa como 8.33 Mb por dia de utilização (num mês de 30 dias), que é por si só anedótico, mas não pára por aqui. Quem quiser adquirir o aparelho livre de contrato, tem à sua dsposição o que eles chamam de “Aditivo iPhone”, onde se paga €19,90 pelos tais 250MB mensais. Quem não quiser pagar esta mensalidade, já de si patética, e agora vem a maior anedota, não do ano, mas das últimas décadas, tem que pagar €3 por dia, com direito a 20Mb de tráfego. Não leram mal, é mesmo €3 euros. E mais, nesta modalidade o tráfego é limitado a 384 Kbps. Vá, riam-se.

Por curiosidade, e porque os preços do iPhone já se sabem em toda a Europa faz tempo, fui ver os preços que esta mesma empresa, a Vodafone, pratica em Itália, num país com um nível de vida superior ao nosso (não que isso seja importante para aqui). Planos e tarifários e preços do dispositivo à parte, vejam só quanto a Vodafone vai cobrar pelo tráfego de internet naquela país:

lol?

Notem que os preços do aparelho são particamente os mesmos (na modalidade sem assinatura), e no entanto, reparem bem na disparidade de condições que se encontra entre oferecido pela Vodafone Itália e pela Vodafone Portugal. Se isto não é de rir, então devo estar a ver muito mal, ou não sei de algo que a Vodafone sabe.

As razões para esta anedota? Sinceramente não sou grande expert para estar aqui a divagar acerca das razões que levam a Vodafone a fazer isto, tenho umas ideias, mas gostava que os leitores do blog pudessem participar na discussão e que se pudesse chegar a uma ideia concreta. Assim de repente, só me lembra algo do género “vamos chular o pessoal que está com aquela coisa de comprar o aparelho sem olhar a custos“, mas eu não queria acreditar que a Vodafone fosse capaz disto.

Digam coisas.

Edit: pequeno update, com a tabela de preços que vinha no mail que a Vodafone acabou de me enviar, para confirmar o meu pré registo. Ironias :)