Ciganos, elementos da sociedade ou parasitas?

Tenho sempre um “certo” receio de fazer este tipo de posts, não porque me importo com o que os outros pensem de mim, mas porque sinto uma tremenda desilusão quando vejo alguns comentários, mas em frente.

Estando atento a alguns acontecimentos que se têm passado nos últimos tempos no nosso país, não pude deixar de reparar numa enxurrada de problemas levantados, sem excepção, por elementos da comunidade cigana (isto é um termo politicamente correcto).

Estiveram presentes nos desacatos da Quinta da Fonte, com direito a tiroteio à moda do Iraque, em plena rua, com transmissão televisiva e tudo. Depois, como pessoas de bem, acamparam às portas da Câmara de Loures a reivindicar casas novas (?!), quando viviam em casas “oferecidas” pelo estado, cuja renda era de 4 euros mensais (apx) e nem essa renda pagavam, mas obviamente tinham os interiores dos apartamentos recheados com plasmas, playstations e os demais luxos que outra pessoa qualquer só tem se se estafar a trabalhar, e mesmo assim nem todos o conseguem.
A polícia assistiu a isto tudo, impávida e serena, quando se impunha a remoção destes cidadãos do local que decidiram invadir, sem ter que prestar contas a ninguém, porque é assim que as coisas funcionam, supostamente. Salvou-se de tudo isto a decisão do presidente do município de lhe estender, educadamente, o dedo do meio, e dizer-lhes que não alimentava parasitas que nem rendas de 4 euros pagavam.

Depois, o caso de 5 indivíduos da comunidade cigana que foram condenados em Felgueiras por desacatos e agressão a forças policiais. A Juíza que os condenou, na leitura da sentença proferiu algumas considerações maravilhosas, que subscrevo totalmente, e que passo a citar:

“socorreu-se o tribunal das regras de experiência no que toca ao elemento intelectual e volitivo do dolo inevitavelmente associado aos useiros e vezeiros comportamentos desviantes e percursos marginais dos arguidos e do seu pouco edificante estilo de vida”

“Pessoas mal vistas socialmente, marginais, traiçoeiras, integralmente subsídio-dependentes de um Estado a quem pagam desobedecendo e atentando contra a integridade física e moral dos seus agentes”

Podia estar a citar mais passagens, mas acho que já deu para perceber que esta senhora esteve num nível demasiado elevado para os padrões da hipocrisia geral que reina na justiça Portuguesa, e na sociedade em geral. Merecia uma condecoração.
Claro que de seguida surgiram as vozes de espanto e consternação, nomeadamente de uma tal de “Alta-Comissária para a Imigração e o Diálogo Intercultural” (?!?!), que considerou as apreciações da juíza de discriminatórias e, imagine-se, racistas (!?). A advogada (ou uma das) dos réus também já de insurgiu defendendo que apesar de serem condenados, os réus têm direito a preservar a honra e o seu bom nome (!?!).

Update: aparentemente a senhora “Alta-Comissária para a Imigração e o Diálogo Intercultural” nem sequer tinha lido a sentença, e já recuou na decisão de fazer queixa da juíza (http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1337220&idCanal=62)

É este o estado em que se encontra o país, a demagogia e a hipocrisia ditam leis, e quando alguém tem tomates para dizer duas ou três verdades, as flores de estufa e defensores do estado de direito (mas só na parte do direito, a parte das obrigações fica esquecida) saltam logo todas da toca.

Com estes dois exemplo, gostava de salientar uma coisa. Conheço pessoas de etnia cigana que trabalham, têm empregos, estão integrados na sociedade e fazem realmente por isso, mas, e reafirmo esta parte, são em tão pouco número, que chegam a ser marginalizados pela própria comunidade, porque cigano que é cigano tem que ser porco, não trabalha e vive do rendimento mínimo (aqui é culpa de quem lhe ampara o jogo).

Alguns acharão que este post tem conotação racista. Pois, que seja, sou racista. Sou racista a respeito de indivíduos que, regra geral, numa gigantesca maioria, são uns autênticos parasitas da sociedade, sugam tudo o que conseguem dela, e não dão nada em troca, a não ser vandalismo, droga, tráfico de armas e pólos lacoste falsificados.

Há muita gente desempregada, há muita gente sem grandes condições de vida, pois há, e não são ciganos, mas lutam todos os dias para tentar melhorar a sua vida, tentam trabalhar, e acima de tudo, comportam-se como pessoas integradas numa sociedade de direito (onde há direitos e deveres). Se a percentagem de pessoas não ciganas que não cumprem a lei fosse a mesma dos ciganos, 95% da população portuguesa tinha registo criminal ou participava de forma recorrente em actos ilícitos (quer dizer, não estou a contar com fugas ao fisco, que aí a coisa piava de outra maneira :)).

E depois a conversa do racismo. Mas qual racismo? Não gostar de parasitas é racismo? E eles? Não são racistas? É perigoso generalizar? Claro que é, quando não se conhecem os factos. Aqui, os factos estão à vista de quem os quiser ver. É só abrir os olhos, e deitar ao lixo essa hipocrisia cancerígena que corrompe a sociedade.

Vejo emigrantes de leste, africanos, pessoas das mais variadas nacionalidades a trabalhar em condições muitas vezes desumanas, de forma precária, a tentar ganhar o seu sustento, em todo o lado, e no entanto, eu, que sou nitidamente racista, não vejo, em nenhum lado (estive a reflectir seriamente e não me recordo mesmo de algum caso) ciganos a trabalhar nas obras, ou na restauração, ou em qualquer outra trabalho tão digno e respeitado (por mim, não pela sociedade hipócrita) como ser médico ou engenheiro. Talvez o meu racismo os impeça de se baixarem para fazer cimento e carregar tijolos …

Edit: pequeno update na parte da comissária não sei das quantas …

Comentários

30 comentários ao artigo “Ciganos, elementos da sociedade ou parasitas?”

  1. Dextro a 31 July, 2008 3:05 pm

    Realmente tens razão, por muito que me esforce não me lembro de ver nenhuma pessoa da comunidade cigana a trabalhar (mas posso estar a ser injusto).

    Concordo com tudo o que disseste no texto, a Juíza esteve realmente num patamar muito elevado de dignidade em relação ao que é habitual não só na justiça como em toda a sociedade Portuguesa.

  2. nferreira a 31 July, 2008 3:21 pm

    Não podia estar mais de acordo. Há muito que penso da mesma forma e infelizmente, tenho de lidar com estes parasitas na minha vida profissional. Têm o descaramento de dizer que os subsídios são um direito e não precisam de trabalhar.

  3. lmjabreu a 31 July, 2008 3:23 pm

    Vejo isto, vejo aquilo, é assim e assado.

    Right, e acção? Achas que alguém se vai mexer? Só quando bater no fundo dos fundos, e isso não acontece.

  4. Gil Sousa a 31 July, 2008 3:37 pm

    Será que são parasitas da sociedade? Ou será que a sociedade é que lhes deu esse beneficio?

    Já presenciei algumas situações que me deixaram bastante revoltado, uma delas foi num hospital em que uma pessoa de etnia cigana (isto está suficientemente não-racista?) começou a gritar no hospital que queria ser atendido naquele momento…, curiosamente…, fizeram-lhe a vontade!

    Onde está o mal aqui? De quem se aproveita da cobardia dos outros ou de quem cede? Em casos em particular era capaz de acusar o “cobarde”, quando a situação é demasiado alargada já mudo de perspectiva e acabo por concordar com a mensagem do Rui.

    Quanto ao que (não) se faz nesta sociedade, bem…, hoje em dia pertencer a uma minoria é um estatuto bastante bom mesmo, é só invocar a palavra discriminação que têm tudo. Curiosamente acabam por serem alvos de discriminação também, mas num sentido oposto.

    Será que esta gente (falo mesmo do Estado e de quem TENTA fazer cumprir a lei) não se apercebe que a melhor forma de NÃO discriminar é tratar todos por igual? Garantidamente que iriam acabar situações como estas.

  5. Joel Calado a 31 July, 2008 3:56 pm

    Quanto a ciganos que trabalham, Quaresma?

    :evil:

  6. Boss a 31 July, 2008 4:03 pm

    @Joel: ahah, como pude não me lembrar disso :)

    @Gil: concordo com esse ponto de vista em que eles fazem o que fazem porque lhe amparam as jogadas, porque são tratados como “um caso à parte”, muitas das vezes, e aí a culpa é obviamente dividida entre quem lhes faz as vontades e os próprios, que se aproveitam ao máximo da situação.

    Não há só ciganos a parasitar o rendimento mínimo, ninguém pensará assim, e é só um exemplo, mas as coisas são como são porque alguém as deixa ser assim, definitivamente. Quando até a polícia lhes ampara o espectáculo, a coisa já bateu bem no fundo.

    Um problema gravíssimo a que assisto todos os dias, e todos assistimos, é a convicção de muita gente de que todos lhes devem vassalagem, que têm direitos, e invocam logo a bandeira do estado de direito e da igualdade, mas nunca se lembram, seja em que momento for, das obrigações a que “têm direito”. É deprimente.

  7. João Silas a 31 July, 2008 5:16 pm

    Só aponto um defeito, quanto às rendas realmente é ridículo, mas tens de ver que nem todos são iguais, esses que foram condenados porque não são lá muito inteligentes se estivessem calados até lhes faziam as vontadinhas todas. Agora assim não dá.

    @ Joel, o estado ensina melhor a roubar :)

    Aqui não se trata de racismo. Aqui trata-se de um problema que vem de gerações, eles são ensinados assim desde pequenos depois é normal que dê asneira.

    Qual racismo qual quê. Racismo era se eles tentassem ter trabalho e não os quisessem lá porque são ciganos isso era racismo, mas também nunca vi nenhum a pedir trabalho. xD

  8. Manifest0 a 31 July, 2008 5:21 pm

    Grande texto!

    Edit: não tem que se preocupar com junk mail, o mail dos comentadores jamais é publicado no blog.

  9. Boss a 31 July, 2008 5:32 pm

    Amiguinhos, por mais que eu goste de comentários e discussões no blog, não tolero emails falsos e “identidades” falsas.

    Obrigado.

  10. Gonçalo Silva a 31 July, 2008 5:33 pm

    Quem é que paga o ordenada a esta “Alta comissária”? Se calhar devia-se despedir pessoas que falam em processar Juizes devido a afirmações de uma sentença, que nem sequer leram. È o país da incompetência que leva á leviandadade não punitiva, e enquanto assim for é esta gente que nos governa.

    http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1337220&idCanal=62

  11. Boss a 31 July, 2008 5:37 pm

    @Gonçalo: genial, obrigado pelo update.

  12. Manifest0 a 31 July, 2008 7:48 pm

    @boss

    Mas qual identidade/mail falso? O nick é o que eu uso, ou tenho que por o nome? O mail tb uso para fazer registos e afins… Mas as pessoas não acreditam que o endereco existe, logo foi um endereco bem escolhido quando foi registado! - Menos spam! :D

    Em relação à discussão, penso que estas atitudes vêm do politicamente correcto, em que não se pode ferir susceptibilidades com medo da perda de privilégios em relação a alguma comunidade!

  13. Boss a 31 July, 2008 8:14 pm

    @Manifest0: ok, o endereço pareceu estranho. Peço desculpa :-)
    Em relação à identidade falsa não estava a referir-me a si, mas a um comentário que me vi obrigado a apagar.

  14. Jorge Falcao a 31 July, 2008 9:27 pm

    Concordo com quase tudo o que disseste.
    Mas só uma pergunta, que NINGUEM sequer pergunta.

    quem eram os que estavam a responder aos tiros dos ciganos no bairro qta da fonte?

    Aquilo que ninguem quer falar, porque isso tem nos dias de hoje, e em virtude na nova lei da nacionalidade, um grande impacto num futuro próximo, é que a culpa nao é so deles. Agora interessa que seja porque é preciso arranajr entretenimento mediatico.

    J

  15. Dextro a 31 July, 2008 10:10 pm

    Ninguém disse que os que estavam a trocar tiros com eles na quinta da fonte não eram igualmente criminosos agora que estas situações tendem a acontecer e bastante com as pessoas daquela determinada etnia tendem…

  16. mezulig a 1 August, 2008 1:21 am

    Bom artigo, subscrevo quase na totalidade as tuas opiniões.

    Acredito que as atitudes discriminatórias só tende a aumentar os problemas, mas não podemos nem devemos abdicar da nossa liberdade por causa da libertinagem de outras pessoas.
    Se somos todos Portugueses então todos estamos sujeitos aos mesmos deveres e direito.
    Nesse sentido eu tenho direito a não viver num clima de medo, porque sim, muitas destas pessoas não sabem viver em sociedade sem fazer uso da imposição do medo.

    Igualdade de direitos e deveres!

    1abraço

  17. Helder de Sousa a 1 August, 2008 9:56 am

    Vejo-me obrigado a concordar com o post, pois conheço alguns ciganos,e todos eles, ou não trabalham, ou trabalham nas feiras a vender roupa falsificada!

  18. Boss a 1 August, 2008 11:36 am

    @mezulig: o problema desta escumalha toda é que só reivindicam direitos, mas dos deveres que vêm com o facto de se viver numa sociedade já não querem saber …

    @Jorge Falcão: quem estava a responder aos tiros dos ciganos eram, muito provavelmente, negros (olha que expressão politicamente correcta), que também os há frescos, mas isso também os há brancos, amarelos e azuis. Os ciganos são claramente um caso à parte …

  19. zekaralho a 1 August, 2008 3:21 pm

    Tu é que tens de abrir a pestana! Não podes generalizar os ciganos, os brancos, os pretos assim dessa maneira. Há ciganos que trabalham, sim senhor. Eu conheço bastantes. Como há brancos, pretos, amarelos, etc. Agora, também há ciganos que roubam, vendem roupa falsa nas feiras, etc, etc. Mas conheço muito mais brancos que fazem esses tipos de ilegalidades e também vivem de subsídios. Os oportunistas e parasitas existem em todo o lado, brancos, pretos, ciganos, etc etc. Desconhecer os factos e engolir tudo o que a comunicação social diz é que é mau. Muito mau mesmo.

    Portanto abra a pestana e pense melhor sobre aquilo que já conhece e tente saber daquilo (que pelos vistos) ainda não conhece. E faça o favor de não generalizar!

  20. João Silas a 1 August, 2008 5:47 pm

    @zekaralho

    Entendo o que queiras dizer, podias tê-lo feito com outro nome, a maneira como defendes é aceitável, no entanto quando é mais de 50% pode-se generalizar, porque assim não éramos democráticos. Paga sempre o justo pelo pecador. Temos má fama na Europa, mas nem todos somos maus.

    Agora falar em pretos ciganos azuis brancos é tudo a mesma coisa. Uns maus outros bons. Só que há maneiras de viver estranhas e a da etnia cigana no mínimo assusta.

  21. Tiago Farrajota a 1 August, 2008 5:56 pm

    @zekaralho: os ciganos que conheço aqui na zona não trabalham e nesta altura do ano andam a ganhar a vida a roubar as alfarrobas dos outros. porreiro pá!

  22. Boss a 1 August, 2008 6:08 pm

    Tu é que tens de abrir a pestana! Não podes generalizar os ciganos, os brancos, os pretos assim dessa maneira. Há ciganos que trabalham, sim senhor. Eu conheço bastantes.

    Não deve ter lido com atenção, na parte em que referi que conheçp pessoalmente ciganos que trabalham honestamente.

    Como há brancos, pretos, amarelos, etc. Agora, também há ciganos que roubam, vendem roupa falsa nas feiras, etc, etc. Mas conheço muito mais brancos que fazem esses tipos de ilegalidades e também vivem de subsídios. Os oportunistas e parasitas existem em todo o lado, brancos, pretos, ciganos, etc etc.

    Claro que existem parasitas em todo o lado, em todas as raças, mas a percentagem de parasitas que existem na comunidade cigana é esmagadora, e não é sequer comparável com o que quer que seja. São factos, conheço imensos ciganos, vejo-os todos os dias, não estou a falar do que li numa revista cor de rosa.

    Desconhecer os factos e engolir tudo o que a comunicação social diz é que é mau. Muito mau mesmo.

    Mais uma vez aviso que os factos citados foram alguns exemplos que sairam na imprensa, somente, e nada mais que isso, e em nada mudam a minha opinião e experiência pessoal com pessoas de etnia cigana.

    Portanto abra a pestana e pense melhor sobre aquilo que já conhece e tente saber daquilo (que pelos vistos) ainda não conhece. E faça o favor de não generalizar!

    Generalizo as vezes que me apetecer, o blog é meu, e isto não é uma democracia.

    Mas falou em generalizar o que demonstra, mais uma vez, que tem uma daquelas magníficas “memórias selectivas”, do género citar o que nos interessa e esquecer o resto.

    Aconselho-o a ler o texto com mais atenção da próxima vez. E já agora, que conhece tantos ciganos, quando foi a última vez que viu um cigano a trabalhar nas obras?

  23. Jorge a 2 August, 2008 1:29 pm

    No final do post tocas um ponto importante. Talvez o racismo e preconceitos de ambas as partes estejam a prejudicar seriamente a integração da comunidade cigana.

  24. Jorge Carreira a 2 August, 2008 5:01 pm

    “Generalizo as vezes que me apetecer, o blog é meu, e isto não é uma democracia.” - Gostei.

    Não gostei do post. Não vou rebater nem defender os coitadinhos. Deixo isso para a malta do Bloco de Esquerda.

    Mas, concorde ou não contigo, fizeste um diagnostico do problema. Gostava que também fizesses um post com soluções e propostas para o resolver. Talvez fosse aplicável à população caucasiana minha vizinha.

  25. Boss a 2 August, 2008 5:42 pm

    @Jorge Carreira: fiquei sem saber porque não gostou do post.

    Uma solução fácil para resolver parte do problema seria a comunidade cigana, em geral, estar disposta a trabalhar e a deixar a marginalidade. Por questões “culturais” isso não vai acontecer.

    Ninguém os vitimiza, eles fazem-se vítimas dos seus próprios comportamentos, as pessoas só querem, naturalmente, distância destas comunidades.

    Cabe-lhes a eles provarem que não merecem ser “discriminados”, não aos outros.

  26. Bruno a 3 August, 2008 3:36 pm

    @Jorge Carreira

    A solução passa simplesmente por acabar com esse tipo de subsídios. Depois haveria sim ajudas, mas a quem NÃO pode trabalhar, não é a quem NÃO quer. Há uma diferença.
    E essas pessoas que não podem trabalhar, teriam que provar a sua incapacidade ou doença, nesses casos sim, é justo ajudar com subsídios, nos outros claro que não.

    @RuiMoura

    Bom post, também fiz um “parecido” acerca da mesma notícia, se por um lado fiquei contente por ver que ainda há portugueses de gema, por outro logo fiquei desiludido, por ver que o sistema está aí, e depressa atropela quem realmente tem valor e diz as coisas como elas são.

    Esta juíza em vez de receber uma medalha ou condecoração, ainda vai é receber algum processo em cima, é por isto que este país não vai para a frente, por causa destes parasitas que vivem à custa do nosso cantinho à beira mar plantado.

  27. Jorge Carreira a 3 August, 2008 5:01 pm

    Rui Moura
    O não gostei foi mal escolhido. Quer dizer não concordo. E o que não concordo é que a todos os ciganos de Portugal (tirando os que conheces) sejam parasitas da sociedade. Onde eu vejo mais ciganos é no seu modo de vida mais comum que é a venda ambulante nas feiras ou nas ruas. Na feira um pouco mais legais. Na rua com uma capacidade sobre-humana de recolher a trouxa e correr mais depressa que a policia municipal. Na população prisional também existem ciganos e não ciganos. Já me tentaram vender droga mais não ciganos que ciganos. Já me tentaram assaltar mais não ciganos que ciganos. Já tive mais problemas com não ciganos que com ciganos. Ou seja estou tentado a dizer que o problema é de facto a população não cigana mas não o digo. O problema que tocas (parasitismo) não tem a ver com ser cigano ou não mas com a pobreza que gera a marginalidade.

    Bruno
    Então vamos acabar com tudo. Vamos a isso. É cada um por si. Quem pode trabalhar não leva nada. Reforma? Só se não conseguir trabalhar (e aos 101 anos). Licença de maternidade, não pode ser. Subsidio de desemprego, azar, vai mas é à procura de trabalho malandro.
    Diz-me uma coisa, és do PND? Pareces. [Não é uma ofensa.]. No PND tens histórias inacreditáveis do que essa “gente” é capaz, matar violar, roubar, queimar… Se não és, com esse tipo de discurso alista-te, porque tens lá muitos a pensar como tu.

    Felizmente que o Guterres antes de ter baixado os braços e mandado Portugal para as urtigas (pirando-se). Introduziu o rendimento mínimo garantido. Existe uma franja da sociedade que não consegue sem ajuda, viver com o mínimo de dignidade. Existem ciganos a viver do rendimento mínimo? Sim, assim como gentios. Sim que judeus não conheço nenhum e também como os ciganos são “marginalizados” ou não gostássemos de de vez em quando soltar um “é que é um cigano” (vigarista/trapaceiro) ou “judiar” (ofender/prejudicar).

  28. Bruno a 4 August, 2008 1:51 pm

    @Jorge Carreira

    Se tivesses lido bem o que escrevi, disse acabar, mas atribuir apenas a quem de facto merece, não da maneira indiscriminada como são atribuídos, e sim, eu sei como todo o processo decorre, e conheço pessoalmente esses casos de “coitadinhos” que não podem trabalhar, mas que já podem passar o dia todo, para cima e para baixo, onde vão tomar o pequeno almoço e lanchar a cafés, e fazem uma verdadeira vida de lordes, depois ainda se dão ao luxo de comprar plasmas, playstations, etc…

  29. Antonio a 7 August, 2008 4:31 pm

    Rui, considero que as declarações da juíza,mesmo que verdadeiras, foram excessivas pois o que estava em causa era o julgamento de cinco indivíduos de étnia cigana e não a comunidade no seu todo.
    Quanto aos problemas levantados por esta comunidade ou por outras só revela a fragilidade deste pseudo estado de direito: forte com os frágeis, subserviente com os fortes e hipócrita com os outros quando devia de aplicar as leis de igual modo a todo cidadão desta República

  30. quidam a 13 August, 2008 10:26 pm

    ele há mulheres de ovários “a juíza”,
    coitadinhos dos ciganos, que são patrões (comerciantes por conta própria) e ainda recebem
    o rendimento mínimo, também quero mas como há racismo, eu pobre assalariada, tenho que trabalhar
    e contar com o que ganho……………

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