Vantagens e desvantagens de um Flash externo
Quem anda nestas coisas da fotografia, seja por puro desporto, seja por algo mais à séria, certamente já se deparou com a fraca qualidade das fotos quando se usa qualquer tipo de flash das máquinas (telemóveis incluÃdos). Até costumo achar uma certa piada quando alguém refere que o facto de um telemóvel ter flash (seja de que tipo for) é uma enorme vantagem. Adiante …
O problema aplica-se tanto a máquinas de 100 euros, como a uma DSLR de mil euros (as realmente profissionais nem têm flash incorporado), sendo que obviamente quanto mais fraca é a máquina mais fraco vai ser o serviço do flash. O problema que se põe é que estes flashes não possuem uma caracterÃstica básica (e até seria simples de implementar, em muitas máquinas) para retratos (que é onde eles são usados 99% das vezes), que consiste em terem a capacidade de dispararem para cima, ou mesmo para trás, o chamado “bounce”.
Com o “bounce” o que acontece é que o flash dispara em direcção ao tecto (supondo que estamos num interior, obviamente) e a luz é reflectida de um modo muito mais suave e natural. Claro que se for um tecto *muito* alto não adianta, ou se o tecto for de uma cor que não o branco (é raro, sejamos realistas) o tom que vai ser reflectida é precisamente a cor do tecto. Há que ter tudo isso em conta.
Pelo contrário, o tÃpico flash dispara a luz directamente sobre o objecto, com uma potência muitas vezes exagerada e descontrolada, e depois o resultado não pode ser muito melhor que uma foto tÃpica do Hi5 na festa de anos da vizinha ou no jantar de natal dos bombeiros. Também se evitam os magnÃficos olhos vermelhos.
Claro que as possibilidades que um flash externo oferece não ficam por aqui, sendo mesmo um tanto ou quanto ilimitadas, é só puxar pela imaginação, desde disparo remoto, com disparadores rádio ou de infra vermelhos, ou até mesmo comandados pela máquina (a minha Nikon D90 permite controlar vários flashes), a setups com vários flashes (chega a haver setups de 12 ou mais flashes, haja dinheiro e imaginação), e por aà fora.
Para fotografia macro mais a sério também é impensável não andar com um flash externo, assim como para fotografia de estúdio, nem que seja amadora.
Claro que isto é tudo muito bonito, mas um flash é uma coisa pesada, grande, feia, porca (sem gripe) e má, muito má. Depois, a maioria das máquinas “compactas” nem sequer possuem encaixe ou ligação para um flash externo e, ou se tem uma DSLR, ou uma “compacta” de gama alta, como a Canon G10.
Muitas vezes vejo em fóruns pessoas a perguntar se um flash externo vale a pena. Eu respondo sempre que depende da utilização que se vá dar. Um bom flash não custa menos de 200 euros (bom, a nÃvel amador), mas o que interessa é que ainda se faz um investimento considerável. Os resultados não têm comparação possÃvel, portanto a escolha resume-se ao facto de se dar ou não alguma utilidade ao investimento.
Deixo de seguida umas fotos que ilustram mais ou menos as diferenças entre disparar com um flash externo e com o flash da máquina, assim como usar o flash fora da máquina (neste caso foi só mesmo para exemplificar, sem grandes preparos):
flash fora da máquina, à direita, com controlo manual da potência

flash da máquina, disparado de modo automático. note-se a sombra da lente e a horrÃvel luz directa

flash externo montado na máquina, a apontar para o tecto (bounce). luz muito suave, sem sombras nem linhas duras

ps: o artigo está meio atabalhoado, eu sei, mas as minhas capacidades de escrita já não são o que eram, mas com o tempo a coisa vai ao sÃtio.
ps2: um blog com tudo sobre flashes externos, uma referência imperdÃvel – http://strobist.blogspot.com/








Já tinha poucas dúvidas sobre a necessidade de comprar um flash externo para a minha Olympus E-410, mas agora estou mesmo convencido.
Além disso acho que as fotos com o flash incorporado ficam más e deixei de utilizar a máquina em condições de pouca luz, o que me anda a limitar um pouco a criatividade (ou então é uma boa desculpa).