Archive for September, 2009

Software para placas 3G Huawei compatível com Snow Leopard 6

Pois é, desde que comprei a minha placa 3G da TMN (Huawei E170) que me deparo com o caricato problema de não poder aceder aos sms do cartão, ou a outras funcionalidades mais avançadas, tal como poder escolher o tipo de rede ou controlar o tráfego, tudo porque o software que é distribuído com as placas é completamente primitivo, em comparação com o software que é distribuído para windows.

Tendo em conta a inutilidade do tal software, só o usava para a primeira instalação, e depois metia a placa sem PIN e ligava-me pelas preferências de rede do próprio sistema, poupando tempo e trabalho.

Com a mais recente actualização do sistema operativo da Apple, o Snow Leopard, a placa perdeu a configuração e vi-me obrigado a utilizar o software. Acontece que o software simplesmente não funciona no Snow Leopard, e tive que andar com alguns truques de magia negra para voltar a configurar a ligação 3G.

Acontece que ontem vi este tweet e fui logo experimentar. O software funciona lindamente, é só um pouco lento a iniciar, mas tem precisamente as mesmas características (e aspecto) que o software que existe para windows, com todas as funcionalidades.

O ficheiro para download é este – HUAWEI_UMTS_Dashboard_MACB301D 11SP00C03 (link directo). Basta descompactar, instalar e correr (com a placa ligada).

Screenshot:

Espero que as operadoras comecem a fornecer este software com as placas, por que o actual, além de ser pré histórico, nem sequer funciona em Snow Leopard.

Nota: o software é da Huawei, certamente só funcionará em placas desta marca.

Preços do iPhone, segundo o Expresso 9

Vamos por partes.

Primeiro, leio este artigo no Expresso com o espanpanante título “Turistas impedidos de comprar iPhone nos EUA“, e a minha primeira reacção foi “não percebi nada do que acabei de ler, e não percebo onde se encaixa o título no artigo”.

Volto a ler o artigo, e entendo finalmente as contradições que me estavam a atormentar a cabeça (vamos chamar-lhe contradições, é mais fofo). Segundo o “jornalista”, e passo a citar:

Nos Estados Unidos, o novo iPhone 3GS (16Gb) custa 199 dólares (€136); em Portugal o mesmo modelo é vendido por €599,9 – mais do quádruplo do valor – ou €359,9 (se for com um contrato de permanência no operador por dois anos). A versão de 32Gb custa 299 dólares (€205), por oposição aos €689,9 que é necessário despender para comprar o aparelho em Portugal

Ficamos a saber, portanto, que um iPhone sem qualquer contrato, em Portugal, custa 4 vezes mais que um iPhone com contrato de 2 anos nos EUA. É uma comparação justa. Engraçado que há ali um momento em que ele, disfarçadamente, menciona que cá também pode ser comprado com contrato de 2 anos, mas foi uma coisa muito ao de leve, retomando logo de seguida a linha de pensamento:

O modelo anterior, o 3G, é vendido por apenas 99 dólares (€68), sete vezes menos que o preço praticado no nosso país: €499,9. De referir que os preços indicados implicam um contrato de permanência de 2 anos no operador que comercializa o iPhone nos Estados Unidos (AT&T)

7 vezes menos! Wohoooo! Ah, mas afinal ele sempre refere que todos os casos apresentados de preços nos EUA são com contratos de 2 anos. Ok, não interessa nada que esteja a comprara isto com preços sem contratos em Portugal, portanto vamos seguir em frente …

Para que conste, o que está escrito no site da Apple acerca dos preços do iPhone nos EUA:

Requires new two-year AT&T wireless service contract, sold separately to qualified customers; credit check required; must be 18 or older. Existing AT&T customers who want to upgrade from another phone or replace an iPhone 3G should check with AT&T or use www.apple.com/iphone/buy to find out if they are eligible for early upgrade pricing: $299 (8GB), $399 (16GB), or $499 (32GB) with a new two-year contract. For those who are not eligible for an early upgrade or who wish to buy iPhone as a gift, the prices are $499 (8GB), $599 (16GB), or $699 (32GB)

A última frase deita, de um modo muito simples, toda uma teoria que este senhor inventou por água abaixo. É que ainda por cima, imagine-se, são tal e qual os preços que são praticados em Portugal, só mesmo para contrariar o senhor. Não se fazia …

De seguida, lembro-me do título espampanante, e de como ainda não se encaixava no meio disto tudo. Sem medo, a revelação veio logo de seguida:

Um comissário de bordo da TAP confirmou ao Expresso este cenário. “Quando chegamos de Nova Iorque, seja em Lisboa ou no Porto, somos sempre revistados. Estão sempre atentos para ver se trazemos produtos electrónicos. Agora a preocupação com os iPhones diminuiu um pouco porque nos Estados Unidos só os estão a vender a cidadãos americanos”, explica.

Espera, sou eu que estou a entender mal, ou o tal comissário de bordo acabou de referir (implicitamente) que antes vendiam telemóveis com contrato a pessoas de outros países? Sinto-me confuso …

São umas contradições atrás de outras, num rol de desinformação que chega a ser assustador.

Agora falando a sério, se o jornalista quisesse ter escrito a notícia com pés e cabeça, devia ter explicado, em bom Português, que houve uma altura em que se podia comprar o iPhone pelo preço de contrato sem apresentar papelada, sem ter que se assinar na hora (seria feito posteriormente), e algumas pessoas aproveitaram o facto para os comprar por esses preços mais baratos. Na verdade, estavam a cometer um roubo, porque se comprometiam a assinar um acordo que depois não assinavam na realidade, e estavam a comprar o aparelho a um preço subsidiado, estando portanto a roubar tanto a Apple como a operadora em causa. Um crime, vá.

A Apple e a operadora acabaram com isso, e já não é possível comprar o iphone com contrato sem na verdade assinar o dito.

Mas isto é o menos, os jornalistas têm este vício estranho de só relatar as coisas muito por alto, mas o que me deixou incrédulo foi a introdução palermices lá pelo meio, como foi o caso da comparação de preços totalmente anedótica que o senhor fez no referido artigo.

Photoshop a mais ou cacau em pó? 13

Eu tinha prometido a mim mesmo que não ia fazer isto, mas foi mais forte que eu, principalmente depois de ver a sucesso que fez no twitter ontem à noite.

Eu não tenho nada contra o senhor (pelos vistos as pessoas de Braga até têm, mas não é a minha guerra), mas alguém devia repensar bem a estratégia de imagem da campanha deste político:

Photoshop a mais ou cacau em pó?

Correcção automática no Snow Leopard Comments Off

Uma feature que ainda muito pouca gente discutiu no Snow Leopard é a correcção automática de palavras (tal como num telemóvel) e, mais que isso, o sistema detecta (mais ou menos -.-) a língua em que estamos a escrever e faz a correcção automática de acordo com isso. Não é um processo 100% fiável, mas pelo menos a detecção da língua de escrita é altamente útil, para quem escreve frequentemente em mais que uma língua.

Um pequeno exemplo que gravei com o novo quicktime, que infelizmente não permite escolher a parte do ecrã que queremos gravar, mas nada que não se resolva num instante fazendo o crop no iMovie (exportei directamente para o youtube a partir do iMovie, algo que também dá para fazer no quicktime):

Isto está ou não está cheio de pormenores deliciosos?

Snow Leopard + Logitech = asneira 5

Ok, o título está um pouco exagerado, mas a maioria dos possuidores de um qualquer rato wireless da Logitech está com problemas de performance no Snow Leopard.

Falo por mim, deixei de conseguir arrastar ficheiros, montes de lag nos movimentos e uma lentidão geral bastante ridícula, e isto para um rato que custa cerca de 50 euros (VX Revolution).

Fear not, há solução. Tenham ou não tenham instalado o Logitech Control Center, façam download, descompactem, right click no instalador e escolham a opção “Show Package Contents”.
Na nova pasta entrem em “Contents” e depois em “Resources”, onde podem encontar o programa de instalação. A partir daqui é instalar e fazer restart. Depois é configurar o rato no control center da Logitech e está feito (que fica nas preferências de sistema).

Se quiserem que um qualquer botão active o “Expose” têm que *copiar* (não cortar, copiar) o executável da pasta de utilidades para a pasta de aplicações (a pasta de utilidades fica dentro da pasta das aplicações).

Fonte