Os mitos da vacina contra a Gripe A
Como me sinto já um pouco enojado com todo o circo de desinformação que se anda a fazer com um assunto tão sério como a questão da Gripe A nas grávidas, decidi meter aqui um quote integral de uma notÃcia que saiu hoje no ionline:
A causa de morte de um feto – e acontecem mais de 300 por ano – é impossÃvel de identificar em 50% dos casos, mesmo com autópsias, exames do cordão umbilical, de malformações e de alterações genéricas, devido “à enorme complexidade” da gestação, explica o obstetra Manuel Hermida que estudou durante anos estes óbitos. Mas, na lista de causas para que uma gravidez seja subitamente interrompida, não constam vacinas. O director do serviço de ginecologia/obstetrÃcia do Hospital Garcia de Orta, em Almada, refere mesmo que “não há nenhum caso de morte associada a nenhuma vacina”. “São conhecidos casos de mulheres que, não sabendo que estavam grávidas, tomaram vacinas contra-indicadas, como a rubéola e a toxoplasmose, e não tiveram complicações graves”, diz. Mesmo assim, o clÃnico refere que é importante avaliar o que realmente se passou com a grávida internada na CUF Descobertas, em Lisboa, como forma de evitar “angústias que estão a ser criadas nas mulheres” que esperam filhos e que não se justificam tendo em conta o conhecimento médico existente.
Ontem, ainda os especialistas se desdobravam em explicações sobre a inexistência de uma ligação entre a vacina e as mortes dos dois fetos ocorridas nos últimos dias, e já o Hospital de Leiria confirmava um terceiro caso numa grávida de 20 semanas, com 27 anos. A mulher deu entrada ontem no hospital, com o feto já sem batimentos cardÃacos, tendo a morte do feto sido confirmada pelos médicos. A vacina tinha sido administrada a 2 de Novembro.
Os resultados da autópsia do feto que morreu na segunda-feira na Cuf Descobertas deverão ser conhecidos em breve. Mas a direcção clÃnica descartou ontem a ligação de causalidade com a vacina, sublinhando que a grávida não teve qualquer reacção após ter recebido a imunização contra o H1N1.
A mulher está ainda internada na CUF Descobertas e, segundo a unidade, “bem, calma e sem problemas”. Antes da autópsia concluÃda, a directora do serviço de Ginecologia e ObstetrÃcia, Conceição Telhado, teve pouco mais para acrescentar ao caso. A médica refere apenas que não havia estrangulamento do cordão umbilical, já que este se encontrava ao longo do corpo, e admite que pode ter sido morte súbita ou qualquer outra causa não detectada durante o parto.
A mulher, que estava de 33 semanas e um dia, deu entrada à s 21h00 de segunda-feira, queixando-se de “diminuição dos movimentos fetais”. A morte do feto foi confirmada numa ecografia. O parto induzido terminou à s 4h00. Era o terceiro filho e não havia doenças associadas mas, explica a responsável da unidade de saúde, “estas situações acontecem”.
Os três casos estão a criar ansiedade nas grávidas, admite o presidente do conselho de administração da Maternidade Alfredo da Costa em Lisboa. Jorge Branco refere no entanto que a recusa da vacinação é que “é um problema de saúde pública”.
Como estão com as defesas imunitárias reduzidas devido à gravidez, as mulheres ficam mais sujeitas a complicações decorrentes de uma gripe que podem tornar-se graves, lembra. Na maternidade de Lisboa, a campanha de vacinação está a decorrer – as grávidas com doenças já foram imunizadas. E o médico refere que muitas têm dúvidas sobre se devem tomar a vacina. “É preciso esclarecer as pessoas. Tanto quanto se sabe, não há nenhum tipo de relação entre a vacina e as mortes.”
Gostava também de pedir aos médicos/enfermeiros/etc que andam a espalhar que não vale a pena apanhar esta vacina que tenham juÃzo na cabeça, e que tenham um mÃnimo de profissionalismo e dignidade, e que parem com esta palhaçada, porque podem estar a contribuir directa ou indirectamente para que alguém possa ter complicações gravÃssimas quando era desnecessário.








Ena, sou o primeiro a comentar!
As coisas não são assim tão simples.
Há dúvidas da comunidade médica sobre a eficácia da vacina, além de não haver estudos a longo prazo sobre possÃveis efeitos secundários.
Há aproveitamento dos media, é certo (vale tudo para vender mais), mas não é claro que seja uma vacina inofensiva (excepto para os bicharocos).
Vários paÃses europeus, como o Reino Unido, França ou Espanha, optaram por ministrar à s mulheres grávidas a vacina da gripe A H1N1 sem adjuvante
http://diario.iol.pt/sociedade-nacional/gripe-a-gravidas-h1n1-tvi24-fetos-vacina/1104444-4555.html?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed: iol/diario (IOL Diário – Última Hora)
Viva.
Pelos contactos que tive com vários profissionais de saúde a grande maioria refere que as vacinas para a gripe são um cocktail que poucos recomendam. No caso desta vacina, os cuidados devem ser redobrados, não só pelo facto de não existirem estudos concretos sobre a real eficácia da vacina, como pelos efeitos secundários a longo prazo. Apesar de esta gripe ser sintomaticamente mais forte do que a mais comum, é apenas uma gripe e todo este pânico não faz grande sentido. As mortes associadas a esta gripe não são no geral muito superior em número às da gripe normal.
Isto é apenas uma opinião, mas estou do lado das pessoas que questionam a eficácia da vacina.
E ainda mais, que “surpreendentemente” não tem tido divulgação da imprensa.
A FDA (organisto americano) não aprova nenhuma vacina que utilize esse método (o tal adjuvante ou acelerador). A sua justificação é que ainda não existem estudos suficientes para avaliar as contra-indicações causadas por essa técnica.
Por alguma razão outros paÃses não a aceitam ou apenas para os adultos saudáveis.
Mas como dá mais lucro, é mais “fácil” e rápido fazer por esse método……
A Espanha vai adoptar a tal vacina sem “adjuvantes” (só para grávidas) mas os próprios afirmam que é por uma questão de “Placebo”, porque a vacina terá, basicamente, o mesmo efeito (um médico espanhol explicou ontem as diferenças entre as vacinas, que são quase nulas).
A Alemanha só a adoptou para o exército, por exemplo.
Continua a haver precisamente a mesma incidência de mortes em fetos que há em outros anos, mas o alarmismo vende mais revistas e jornais.
ps: os organismos norte americanos não são exemplo para ninguém, de todo.
O efeito (pretendido) é o mesmo. Não é isso que está em causa. É o facto de esse “adjuvante” ainda não estar bem estudado e conhecidas as suas “reacções”.
E neste tipo de assuntos é sempre melhor prevenir pois remediar a morte ou outras consequências pode não ser possÃvel.
Tha’s all.
Relativamente à FDA, não se poderá dizer o mesmo dela que de outros organismos americanos.
Realmente acho que isto está ficando caótico1
Estou grávida de 22 semanas e já fui vacinada. E fui porque tento me informar e ver as noticias, mas não só ver e deixar me iludir pelas manchetes e letras grandes que alarmam e iludem ou desiludem…vejo ouço e tento intrepretar e pesquisar sobre o que tanto falam: a relação riscos/ beneficios, e fico parva perante a ignorância de alguns…
Neles, claro, incluo primeiramente os profissionais de saúde que em meu entender são dos maiores grupos de risco mas também os maiores causadores deste alarido todo… quando deveriam ser exemplo, fazem campanhas alarmantes e má publicidade. Sei pq conheço a realidade!
Está claro: quando eles se negam a “tomar” quem somos nós, Zé povinho, para servir de cobaias???
Também duvidei mas, até prova em contrário,(coisa que ainda não existe) sobretudo às grávidas: não exitem demasiado. Os numeros estão aumentando demasiado rápido!
Quando existe duvida e se diz que os beneficios são superiores aos riscos, a minha duvida persiste porque é que existem riscos!!!!!
Quando paÃses metem duvidas numa vacina, quando alguem com conhecimentos médicos e cientificos se recusa a tomar, quando alguem morre e dizem que não se pode de momento associar a causa efeio,quando esta gripe é mais uma ao longo dos anos com e o que se tem visto ate agora com uma transmissão inferior a gripe sazonal……………o porquê de tanto panico nas pessoas, com o lava a mao com alcool etc……….porque nos outros anos nada foi feito em relação a gripe que mata em portugal uma media de 2500 pessoas por ano……que tem esta de novo elem do panico que se tem provocado?
pelo menos houve uma preocupaçao por parte dos tecnicos de saude, combatento a pevençao de contrair a doença, o que não é mau. mas que esta vacina surgiu muito rapido é verdade, até que ponto pode ser eficaz? será uma complicação, acho que podiam informar um pouco mais sobre a vacinaçao…