A minha experiência com o HTC Magic 25

Pois é, depois de muito ponderar e de olhar para todas as opções do mercado, o Magic tinha chegado a um ponto em que era quase impossÃvel dizer-lhe que não.
Apesar de ter alguma experiência em telemóveis, e de já ter mexido antes, a tÃtulo de curiosidade, em Android, ter um telemóvel nas mãos é outra coisa. Já passei desde os telemóveis mais básicos até ao último com windows mobile (HTC Diamond), com paragens no Symbian (sem saudades).
Curto e grosso: Android ao lado do windows mobile parece vindo do futuro. Ou melhor, é o presente, o windows mobile é que continua a viver no passado, e bem longÃnquo (e sim, cheguei a usar bastante o suposto “Windows Phone 6.5″, que não passa de mais um updatezito manhoso à interface base de 2003).
Concentremo-nos no Magic. Economicamente falando, é um aparelho que fica bastante em conta, principalmente para quem possuir alguns pontos, que era o meu caso. Adquiri-o na TMN, no catálogo de pontos, e, por termo de comparação, paguei exactamente 1/3 do que custa um iPhone de 16GB (é uma mera comparações do valor monetário, não fiquem excitados).
Sabia, à partida, das limitações da coisa. O processador está mais rodado que uma senhora da via norte (o Diamond já vinha com este processador), não tem jack 3.5mm (pode-se comprar um adaptador, mas hey, não é a mesma coisa) e acima de tudo sabia que o Android em si não estava muito virado para a componente multimédia (o leitor de música e vÃdeo são bastante rudimentares, há que dizê-lo). Tirando estes pormenores, tem um ecrã muito bom (com alguns problemas de sensibilidade nos bordos, mas é geral), é giro (black is the new white) e tem Android, que para mim é o sistema operativo para telemóveis mais equilibrado da actualidade.
Depois dos primeiros dias em que a carga só dava para meio dia, de tantas coisas experimentar, posso assegurar que tem bem melhor autonomia que o Diamond, e isso para mim chega
.
O GPS é fortÃssimo (apanho sinal dentro de casa, com o Diamond era impossÃvel), o Wifi cumpre, está tudo no sÃtio. O sistema é extremamente amigo dos dedos, tudo muito optimizado para uma experiência excelente, sem as malfadadas canetas que ainda fazem as maravilhas de muita gente porque … bem, na verdade nunca entendi (no sentido de gostarem de usar aquilo, não no sentido de terem que usar aquilo).
Não falei acima do Bluetooth, porque, bem, isto ainda está meio incompleto. Ou melhor, até nem está, mas vem com as coisas porreiras desactivadas de origem. Emparelhar com auriculares é na boa, mas transferências de ficheiros, de origem, é para esquecer, mas como grande parte do segredo disto está nas apps (it’s all about the apps, já dizia o outro, e eu só posso concordar), já há pelo menos uma aplicação no Market (que maravilha que é ter o Market ali na ponta dos dedos) que permite transferências de ficheiros (para quem não tem acesso root ao aparelho só permite enviar ficheiros, não receber). O nome do programa é mesmo *Bluetooth File Transfer*.
O sistema permite “hot swap” de cartões micro sd, o que é óptimo, e quando se liga por usb podemos escolher montar o cartão como um disco externo. Simples, prático.
Falta falar da integração com o Google, que é absolutamente inigualável, uma experiência digna de ficar escrita na história
. Contactos, calendários e mails, tudo sempre direitinho. A aplicação Android para o Gmail é das coisas mais impecáveis de todo o sempre, absolutamente fantástica, e só pecam por não ter arranjado uma solução do género para o google reader, mas isso já é uma coisa mais especÃfica, que é abordada por vários programas no Market (se bem que nenhum me agrade, para dizer a verdade, continuo a preferir o interface web).
O browser é absolutamente fantástico, e só peca por ser … digamos que um pouco lento, mas se tivermos em conta a experiência de desktop que proporciona, pode-se compreender. De referir que já há um browser no Market (Dolphin) que faz tudo o que o browser default faz, e muito mais, já é o que uso como default no meu sistema.
A parte das mensagens (sms/mms) também é um pouco rudimentar, mas existem tantos programas no Market para melhorar a experiência que isso chega a ser um não assunto. Recomendo o *SMS Popup*, ou o *Handsent SMS*.
Bem, já chega, a ideia não era escrever isto assim tudo ao molho, mas acabei por achar que assim ficava mais natural, como se estivesse a conversar com alguém acerca disto.
Resta-me salientar que o próximo artigo, já meio escrito, será sobre os programas que eu para já recomendo, desde pequenos jogos até browsers, software de leitura de códigos de barras ou software para a web social. Fiquem atentos.
Se recomendo o Magic a quem quer um aparelho “all-in-one” e que proporcione uma experiência de utilização sem dores? Completamente (e o preço acessÃvel é um extra importante, há que admiti-lo).
ps: entretanto o Magic sofreu uma profunda e dolorosa operação estética e já se encontra a correr uma coisa mais moderna, de seu nome Sense UI, o mesmo que corre o Hero (que tem precisamente o mesmo hardware a nÃvel de memória e CPU), mais tarde abordarei um pouco este assunto aqui no blog, mas sem entrar em detalhes, que a conversa é melindrosa.
ps2: se alguém quiser saber concretamente mais alguma coisa sobre algum programa ou parâmetro do Magic ou do Android, façam favor de perguntar, que eu não falei de tudo no post para não ficar demasiado maçador.







