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Aplicações Android – Vignette Comments Off

Vignette

Nesta altura do campeonato, o Market Android já está mais que repleto de aplicações com enorme qualidade, para os mais variados fins. Um dos campos onde era mais complicado arranjar um par de boas aplicações era para fotografia, mas neste momento já há alternativas excelentes à aplicação default de um dispositivo Android.

Uma dessas aplicações, que estou a usar diariamente (a foto de cima por tirada com esta app), é o Vignette.

Vignette

Como podem ver, aparece uma série de opções logo no ecrã principal, como a escolha do efeito e da frame, temporizador, equilíbrio de brancos, o zoom digital e a resolução. Os efeitos podem ser escolhidos antes ou depois de tirar a foto, é completamente indiferente, é só uma questão de preferir ou não que apareçam logo no preview da foto depois de esta ser tirada.

Dentro do menu, podemos escolher inúmeras opções como geotag, som, grelhas, e mais umas quantas opções que permitem personalizar bastante a aplicação.

Quanto a filtros disponíveis, que é o forte desta aplicação, a lista é quase interminável. Podem consultar a lista completa de filtros no site do developer.

Há filtros interessantíssimos, para todos os gostos, mas também podem nem usar nenhum, e utilizar a aplicação simplesmente para tirar fotos “normais”, se bem que aí a aplicação default do Android seja mais rápida.

O Vignette também permite uma opção interessante que é servir só como editor de imagem, ou seja, pode-se editar com filtros uma foto tirada com outra aplicação, e é esta possibilidade que faz desta aplicação uma das mais completas, senão a melhor aplicação para fotografia no Market Android.

Como ponto negativo, só tenho a apontar a lentidão da aplicação a mostrar os previews e a guardar as fotos, mas imagino que num dispositivo mais potente que o HTC Magic a aplicação seja bastante mais rápida. Não é no entanto algo que faça desistir da aplicação, de todo.

Para último, o preço. Custa no Market 2.99 libras. É um preço um pouco elevado, mas vale a pena, acreditem. Para quem não tem acesso ao Market de aplicações pagas (só disponível em Portugal para quem tem root e a aplicação Market Enabler) há a versão de demonstração no Market geral, que faz tudo o que a aplicação paga faz, mas só guarda as fotos na resolução mais baixa. Dá para ter uma ideia bastante fiel das potencialidades da aplicação.

Resumindo, é uma excelente aplicação para quem gosta de dar uns efeitos porreiros às fotos, tipo toycamera, lomo, tiltshift e outros, bastante sólida, bem desenhada, e que realmente tem como único defeito ser um pouco lenta. Altamente recomendada.

ps: até há um grupo no Flickr com fotos tiradas só com esta aplicação, recomendo a visita.

Vantagens e desvantagens de um Flash externo 1

Quem anda nestas coisas da fotografia, seja por puro desporto, seja por algo mais à séria, certamente já se deparou com a fraca qualidade das fotos quando se usa qualquer tipo de flash das máquinas (telemóveis incluídos). Até costumo achar uma certa piada quando alguém refere que o facto de um telemóvel ter flash (seja de que tipo for) é uma enorme vantagem. Adiante …

O problema aplica-se tanto a máquinas de 100 euros, como a uma DSLR de mil euros (as realmente profissionais nem têm flash incorporado), sendo que obviamente quanto mais fraca é a máquina mais fraco vai ser o serviço do flash. O problema que se põe é que estes flashes não possuem uma característica básica (e até seria simples de implementar, em muitas máquinas) para retratos (que é onde eles são usados 99% das vezes), que consiste em terem a capacidade de dispararem para cima, ou mesmo para trás, o chamado “bounce”.
Com o “bounce” o que acontece é que o flash dispara em direcção ao tecto (supondo que estamos num interior, obviamente) e a luz é reflectida de um modo muito mais suave e natural. Claro que se for um tecto *muito* alto não adianta, ou se o tecto for de uma cor que não o branco (é raro, sejamos realistas) o tom que vai ser reflectida é precisamente a cor do tecto. Há que ter tudo isso em conta.

Pelo contrário, o típico flash dispara a luz directamente sobre o objecto, com uma potência muitas vezes exagerada e descontrolada, e depois o resultado não pode ser muito melhor que uma foto típica do Hi5 na festa de anos da vizinha ou no jantar de natal dos bombeiros. Também se evitam os magníficos olhos vermelhos.

Claro que as possibilidades que um flash externo oferece não ficam por aqui, sendo mesmo um tanto ou quanto ilimitadas, é só puxar pela imaginação, desde disparo remoto, com disparadores rádio ou de infra vermelhos, ou até mesmo comandados pela máquina (a minha Nikon D90 permite controlar vários flashes), a setups com vários flashes (chega a haver setups de 12 ou mais flashes, haja dinheiro e imaginação), e por aí fora.

Para fotografia macro mais a sério também é impensável não andar com um flash externo, assim como para fotografia de estúdio, nem que seja amadora.

Claro que isto é tudo muito bonito, mas um flash é uma coisa pesada, grande, feia, porca (sem gripe) e má, muito má. Depois, a maioria das máquinas “compactas” nem sequer possuem encaixe ou ligação para um flash externo e, ou se tem uma DSLR, ou uma “compacta” de gama alta, como a Canon G10.

Muitas vezes vejo em fóruns pessoas a perguntar se um flash externo vale a pena. Eu respondo sempre que depende da utilização que se vá dar. Um bom flash não custa menos de 200 euros (bom, a nível amador), mas o que interessa é que ainda se faz um investimento considerável. Os resultados não têm comparação possível, portanto a escolha resume-se ao facto de se dar ou não alguma utilidade ao investimento.

Deixo de seguida umas fotos que ilustram mais ou menos as diferenças entre disparar com um flash externo e com o flash da máquina, assim como usar o flash fora da máquina (neste caso foi só mesmo para exemplificar, sem grandes preparos):

flash fora da máquina, à direita, com controlo manual da potência
1

flash da máquina, disparado de modo automático. note-se a sombra da lente e a horrível luz directa
2

flash externo montado na máquina, a apontar para o tecto (bounce). luz muito suave, sem sombras nem linhas duras
3

ps: o artigo está meio atabalhoado, eu sei, mas as minhas capacidades de escrita já não são o que eram, mas com o tempo a coisa vai ao sítio.

ps2: um blog com tudo sobre flashes externos, uma referência imperdível – http://strobist.blogspot.com/

Fotografia Macro 3

Bem, em termos gerais, a fotografia macro define-se como fotografia a curta distância, em que se tenta representar o objecto fotografado no tamanho mais natural possível, ou seja, na escala 1:1.

Há inclusivamente lentes que permitem ampliações de 5:1 (Canon MPE-65), ou também se pode tentar obter uma ampliação superior a 1:1 com tubos de extensão, que não são mais que uns anéis que se metem entre a lente e a máquina (o seu manuseamento é bastante complicado, em ambientes não controlados). Também se podem usar teleconvertores (ampliação da distância focal da lente), ou até mesmo lentes invertidas, mas isso é assunto para outros posts.

Como as lentes Macro 1:1 tendem a ser caras, devido à superior complexidade da sua construção, há muitos fabricantes que oferecem lentes “all in one”, tipo lentes zoom 70-300mm com “pseudo” macro, normalmente 1:2, ou mesmo 1:3, que são muito mais baratas que uma lente de macro dedicada além de serem muito mais versáteis. Obviamente, os resultados em macro não se comparam com os de uma lente dedicada.

Recentemente adquiri uma Tamron 90mm f/2.8 para equipar a minha Nikon D40, e decidi meter aqui umas fotos para perceberem a diferença entre uma lente macro e uma normal. As fotos apresentadas estão todas sem qualquer crop, portanto no seu tamanho real.

Lente Nikkor 18-55 a 55mm (a que vem com a máquina):
18-55

Lente Nikkor 55-200 VR a 200mm (tem menor factor de ampliação que a 18-55, como podem ver):
200mm

Lente Tamron 90mm f/2.8 Macro (factor de ampliação 1:2):
90mm12

Lente Tamron 90mm f/2.8 Macro (factor de ampliação 1:1, tamanho natural):
90mm11

Lente Tamron 90mm f/2.8 Macro (com 1 tubo de extensão, a 1:1):
90mmext1

Lente Tamron 90mm f/2.8 Macro (com 3 tubos de extensão, a 1:1):
90mmext3

Como não tinha grandes condições de luz a definição não é ideal, mas dá para terem ideia das ampliações conseguidas.

Por último, uma foto (tirada com o telemóvel) da D40 com os tubos de extensão e a lente Tamron 90mm montados, para terem ideia do tamanho absurdo que estas coisas podem atingir:
d40

Para breve, posts com uma explicação detalhada de cada um dos métodos para fotografia macro.

Roubar fotografias está na moda 7

Desde que o senhor Moita Flores apelidou os blogs de “um mundo de devassa” (ou algo do género) que já assisti a duas situações curiosas de “terrorismo” para com esta coisa da internet.

Primeiro, o mesmo canal que dá tempo de antena a esse senhor rouba fotos do flickr e depois diz em sua defesa que pelo facto de uma foto estar online passa a ser de domínio público. Genial, vindo da empresa em causa, ligada à área da comunicação.

Agora mais um caso, e desta vez foram os senhores da Remax que acharam por bem roubar uma foto no Flickr, com todos os direitos reservados, sem passarem cartão a ninguém, numa atitude tão Portuguesa de “esta merda é toda nossa e cada um faz o que lhe apetece”.

Para terem ideia do descaramento, aqui fica a foto tirada ao folheto da Remax, com a foto em causa:

Roubo Remax

Agora a foto original, para verem que é a mesma (com uma ligeira edição):


Foto publicada com devida autorização do autor.

Look, it’s me on the mirror 5

mirror bug

Oferecem-se palmadinhas nas costas e uma promessa de amizade para todo o sempre a quem me conseguir descortinar que bixa é esta que estava um dia destes na minha janela. Fiquei cuiroso, já que a bixa não era de muitas falas e não me quis dizer o nome.

Novo layout 2

Alentejo

E pronto, depois de ter prometido umas 500 vezes que ia mudar o layout do blog, aqui está ele. Como não ando com pachorra nenhuma para isto, peguei num já feito e mudei umas coisitas. Ainda tem algumas inconsistências, mas agora vou alternado quando me der na gana.

E já agora, fiquem com um belo por do sol Alentejano, os testes da nova lente não param (quem segue o meu twitter e o Flickr sabe do que falo :D ).

Fica para depois (ou não) o “ressurgimento” da minha escrita no blog.

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