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Um bom exemplo de como a lÃngua Portuguesa misturada com uma gigantesca dose de ironia faz com que uma entediante visita a uma livraria se torne numa experiência deliciosa.

Um bom exemplo de como a lÃngua Portuguesa misturada com uma gigantesca dose de ironia faz com que uma entediante visita a uma livraria se torne numa experiência deliciosa.
Desde que o senhor Moita Flores apelidou os blogs de “um mundo de devassa” (ou algo do género) que já assisti a duas situações curiosas de “terrorismo” para com esta coisa da internet.
Primeiro, o mesmo canal que dá tempo de antena a esse senhor rouba fotos do flickr e depois diz em sua defesa que pelo facto de uma foto estar online passa a ser de domÃnio público. Genial, vindo da empresa em causa, ligada à área da comunicação.
Agora mais um caso, e desta vez foram os senhores da Remax que acharam por bem roubar uma foto no Flickr, com todos os direitos reservados, sem passarem cartão a ninguém, numa atitude tão Portuguesa de “esta merda é toda nossa e cada um faz o que lhe apetece”.
Para terem ideia do descaramento, aqui fica a foto tirada ao folheto da Remax, com a foto em causa:

Agora a foto original, para verem que é a mesma (com uma ligeira edição):

Foto publicada com devida autorização do autor.
Eu não queria estar a “bater no ceguinho”, o problema é que o ceguinho consegue ver, melhor que eu …
Ontem fomos presenteados com mais uma pérola da criminalidade e da hipocrisia.
Resumo: dois indivÃduos estavam a assaltar um edifÃcio (segundo me recordo, uma vacaria), a polÃcia foi alertada, deram voz de prisão aos sujeitos, que por sua vez, no direito que os assiste como criminosos, acharam por bem tentar atropelar um dos guardas. Não lhe acertaram, calhou, e se assim tivesse acontecido isto já nem era notÃcia, porque um criminoso matar um polÃcia não é digno de registo, por ser algo não condenável pela sociedade (basta ler vários artigos de opinião dos intelectuais do croquete para chegar a essa conclusão).
Posto isto, os guardas perseguiram os sujeitos, deram vários tiros na direcção do carro destes, e, imagine-se, acertaram, infelizmente, numa criança que misteriosamente se encontrava dentro da viatura dos criminosos. Um dos indivÃduos era pai da criança de 12 anos, o outro era tio.
Infelizmente, a criança veio a falecer. Os indivÃduos foram capturados.
No fim disto tudo, e depois da trágica notÃcia que a criança tinha infelizmente falecido, logo surgiram as vozes do racismo, da brutalidade das forças policiais e dessas bandeiras todas que se erguem nestes casos. Falou-se mesmo no facto de o tal pai da criança processar criminalmente o guarda que disparou os tiros. Genial.
Para terminar a desgraça, dois pormenores magnÃficos. Primeiro, gostava que algém pudesse perguntar a este pai o que o levou a fazer assaltos com uma criança de 12 anos no carro, e se não acha que o principal culpado pela morte da criança é, precisamente, ele. Depois, só de notar o facto deste indivÃduo ter sido mandado para casa e posteriormente ter sido descoberto que tinha apresentado identidade falsa em tribunal e que estava foragido da cadeia e era procurado.
Há coisas fantásticas, não há?
Acho que meio mundo já falou deste assunto, mas não podia deixar passar a situação.
Os assaltantes eram nitidamente descerebrados, primeiro porque foram assaltar uma dependência sem dinheiro, depois porque recusaram negociar com a polÃcia, e por último, e felizmente, vieram expor-se para a rua.
A polÃcia mostrou trabalho, salvaram-se quem tinha que se salvar, os dois reféns, e o resultado foram “quase” dois cadáveres. Actuação magnÃfica das operações especiais, e uma mostra de competência como é raro de ver por cá (porque estas situações também são raras, felizmente).
Se fico contente pela morte de um dos assaltantes? Não, não fico contente com a morte de ninguém. Se fico contente com o desfecho final? Sim, fico, não morreu mais um inocente, como é costume, e os assaltantes levaram pela medida que ele tão nitidamente estavam a pedir, devido ao seu comportamento.
Se houve uso excessivo de força, como já todos os pseudo intelectuais do croquete já fizeram questão de manifestar? Claro que sim, então eles só estavam a apontar pistolas à cabeça dos dois reféns e a ameaçar matá-los a qualquer momento, não vejo necessidade de enfiar uma bala na cabeça dos idiotas, até porque aquela gerente bancária com 3 filhos em casa não merecia sair dali viva, mais valia ter esperado que levasse um tiro e aà sim já podÃamos seguir as regras da boa educação entre criminosos e polÃcias.
Tenho sempre um “certo” receio de fazer este tipo de posts, não porque me importo com o que os outros pensem de mim, mas porque sinto uma tremenda desilusão quando vejo alguns comentários, mas em frente.
Estando atento a alguns acontecimentos que se têm passado nos últimos tempos no nosso paÃs, não pude deixar de reparar numa enxurrada de problemas levantados, sem excepção, por elementos da comunidade cigana (isto é um termo politicamente correcto).
Estiveram presentes nos desacatos da Quinta da Fonte, com direito a tiroteio à moda do Iraque, em plena rua, com transmissão televisiva e tudo. Depois, como pessoas de bem, acamparam à s portas da Câmara de Loures a reivindicar casas novas (?!), quando viviam em casas “oferecidas” pelo estado, cuja renda era de 4 euros mensais (apx) e nem essa renda pagavam, mas obviamente tinham os interiores dos apartamentos recheados com plasmas, playstations e os demais luxos que outra pessoa qualquer só tem se se estafar a trabalhar, e mesmo assim nem todos o conseguem.
A polÃcia assistiu a isto tudo, impávida e serena, quando se impunha a remoção destes cidadãos do local que decidiram invadir, sem ter que prestar contas a ninguém, porque é assim que as coisas funcionam, supostamente. Salvou-se de tudo isto a decisão do presidente do municÃpio de lhe estender, educadamente, o dedo do meio, e dizer-lhes que não alimentava parasitas que nem rendas de 4 euros pagavam.
Depois, o caso de 5 indivÃduos da comunidade cigana que foram condenados em Felgueiras por desacatos e agressão a forças policiais. A JuÃza que os condenou, na leitura da sentença proferiu algumas considerações maravilhosas, que subscrevo totalmente, e que passo a citar:
“socorreu-se o tribunal das regras de experiência no que toca ao elemento intelectual e volitivo do dolo inevitavelmente associado aos useiros e vezeiros comportamentos desviantes e percursos marginais dos arguidos e do seu pouco edificante estilo de vida”
“Pessoas mal vistas socialmente, marginais, traiçoeiras, integralmente subsÃdio-dependentes de um Estado a quem pagam desobedecendo e atentando contra a integridade fÃsica e moral dos seus agentes”
Podia estar a citar mais passagens, mas acho que já deu para perceber que esta senhora esteve num nÃvel demasiado elevado para os padrões da hipocrisia geral que reina na justiça Portuguesa, e na sociedade em geral. Merecia uma condecoração.
Claro que de seguida surgiram as vozes de espanto e consternação, nomeadamente de uma tal de “Alta-Comissária para a Imigração e o Diálogo Intercultural” (?!?!), que considerou as apreciações da juÃza de discriminatórias e, imagine-se, racistas (!?). A advogada (ou uma das) dos réus também já de insurgiu defendendo que apesar de serem condenados, os réus têm direito a preservar a honra e o seu bom nome (!?!).
Update: aparentemente a senhora “Alta-Comissária para a Imigração e o Diálogo Intercultural” nem sequer tinha lido a sentença, e já recuou na decisão de fazer queixa da juÃza (http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1337220&idCanal=62)
É este o estado em que se encontra o paÃs, a demagogia e a hipocrisia ditam leis, e quando alguém tem tomates para dizer duas ou três verdades, as flores de estufa e defensores do estado de direito (mas só na parte do direito, a parte das obrigações fica esquecida) saltam logo todas da toca.
Com estes dois exemplo, gostava de salientar uma coisa. Conheço pessoas de etnia cigana que trabalham, têm empregos, estão integrados na sociedade e fazem realmente por isso, mas, e reafirmo esta parte, são em tão pouco número, que chegam a ser marginalizados pela própria comunidade, porque cigano que é cigano tem que ser porco, não trabalha e vive do rendimento mÃnimo (aqui é culpa de quem lhe ampara o jogo).
Alguns acharão que este post tem conotação racista. Pois, que seja, sou racista. Sou racista a respeito de indivÃduos que, regra geral, numa gigantesca maioria, são uns autênticos parasitas da sociedade, sugam tudo o que conseguem dela, e não dão nada em troca, a não ser vandalismo, droga, tráfico de armas e pólos lacoste falsificados.
Há muita gente desempregada, há muita gente sem grandes condições de vida, pois há, e não são ciganos, mas lutam todos os dias para tentar melhorar a sua vida, tentam trabalhar, e acima de tudo, comportam-se como pessoas integradas numa sociedade de direito (onde há direitos e deveres). Se a percentagem de pessoas não ciganas que não cumprem a lei fosse a mesma dos ciganos, 95% da população portuguesa tinha registo criminal ou participava de forma recorrente em actos ilÃcitos (quer dizer, não estou a contar com fugas ao fisco, que aà a coisa piava de outra maneira
).
E depois a conversa do racismo. Mas qual racismo? Não gostar de parasitas é racismo? E eles? Não são racistas? É perigoso generalizar? Claro que é, quando não se conhecem os factos. Aqui, os factos estão à vista de quem os quiser ver. É só abrir os olhos, e deitar ao lixo essa hipocrisia cancerÃgena que corrompe a sociedade.
Vejo emigrantes de leste, africanos, pessoas das mais variadas nacionalidades a trabalhar em condições muitas vezes desumanas, de forma precária, a tentar ganhar o seu sustento, em todo o lado, e no entanto, eu, que sou nitidamente racista, não vejo, em nenhum lado (estive a reflectir seriamente e não me recordo mesmo de algum caso) ciganos a trabalhar nas obras, ou na restauração, ou em qualquer outra trabalho tão digno e respeitado (por mim, não pela sociedade hipócrita) como ser médico ou engenheiro. Talvez o meu racismo os impeça de se baixarem para fazer cimento e carregar tijolos …
Edit: pequeno update na parte da comissária não sei das quantas …

A Vodafone Portugal, uma das duas operadoras que, até ver, vai vender o iPhone por cá, lançou hoje, dia 7 de Julho de 2008 (3 dias antes do lançamento do aparelho, podia ser pior), os moldes em que vai ser comercializado o iPhone, neste site.
Depois de uma análise atenta ao tarifários e preços, concluà uma única coisa, e a frase que me veio à mente foi “só podem estar a gozar”. Passo a explicar.
Os preços de compra do aparelho propriamente dito não são nem bons, nem maus, são o que se estava à espera (eu, pelo menos), tanto os preços que não estão ligados a um contrato (em que se pode manter o actual cartão recarregável), e que são de €499,90 e 599,90€, para as versões de 8 e 16GB, respectivamente, tal como os associados a planos, que vão de €129,90 até €389,90, dependendo do plano escolhido.
Até aqui, tudo bem, pensaria eu, mas quando se chega à parte do tráfego de Internet incluÃdo a gargalhada é inevitável. Num aparelho que está todo ele virado para a internet (alguém deveria ter explicado isto à Vodafone, com jeitinho), oferecer um tráfego mensal de 250Mb é possivelmente a anedota do ano, perdoem-me a frontalidade, mas é mesmo para rir. 250Mb dá qualquer coisa como 8.33 Mb por dia de utilização (num mês de 30 dias), que é por si só anedótico, mas não pára por aqui. Quem quiser adquirir o aparelho livre de contrato, tem à sua dsposição o que eles chamam de “Aditivo iPhone”, onde se paga €19,90 pelos tais 250MB mensais. Quem não quiser pagar esta mensalidade, já de si patética, e agora vem a maior anedota, não do ano, mas das últimas décadas, tem que pagar €3 por dia, com direito a 20Mb de tráfego. Não leram mal, é mesmo €3 euros. E mais, nesta modalidade o tráfego é limitado a 384 Kbps. Vá, riam-se.
Por curiosidade, e porque os preços do iPhone já se sabem em toda a Europa faz tempo, fui ver os preços que esta mesma empresa, a Vodafone, pratica em Itália, num paÃs com um nÃvel de vida superior ao nosso (não que isso seja importante para aqui). Planos e tarifários e preços do dispositivo à parte, vejam só quanto a Vodafone vai cobrar pelo tráfego de internet naquela paÃs:

Notem que os preços do aparelho são particamente os mesmos (na modalidade sem assinatura), e no entanto, reparem bem na disparidade de condições que se encontra entre oferecido pela Vodafone Itália e pela Vodafone Portugal. Se isto não é de rir, então devo estar a ver muito mal, ou não sei de algo que a Vodafone sabe.
As razões para esta anedota? Sinceramente não sou grande expert para estar aqui a divagar acerca das razões que levam a Vodafone a fazer isto, tenho umas ideias, mas gostava que os leitores do blog pudessem participar na discussão e que se pudesse chegar a uma ideia concreta. Assim de repente, só me lembra algo do género “vamos chular o pessoal que está com aquela coisa de comprar o aparelho sem olhar a custos“, mas eu não queria acreditar que a Vodafone fosse capaz disto.
Digam coisas.
Edit: pequeno update, com a tabela de preços que vinha no mail que a Vodafone acabou de me enviar, para confirmar o meu pré registo. Ironias