Ao que isto chegou

Pronto, que venham daí os defensores deste cantinho à beira mar plantado, que eu vou cascar outra vez.

Hoje lê-se no Público:

Depois de ter recebido em Janeiro três queixas-crime por abuso de poder fiscal contra os mais altos responsáveis do Ministério das Finanças, a Procuradoria-Geral da República (PGR) recebe hoje em audiência a Associação Nacional das Pequenas e Médias Empresas (PME), o organismo que deu apoio jurídico aos contribuintes queixosos. ….

… Ora, o pedido de audiência não podia ser mais explícito em relação aos seus motivos: a forma de actuação da administração fiscal. No entender da associação, a DGCI tem posto em causa “sérias questões no que respeita aos direitos, liberdades e garantias” dos contribuintes, “principalmente quando estes, de forma indevida, ficam sem se poder previamente defender, com as suas contas bancárias penhoradas e com a sua imagem comercial prejudicada”. Assim sendo, prossegue a associação, “porque nos parece haver questões de abuso de poder e até de burla, julgamos que seria de evitar situações sérias que ponham em causa o princípio do Estado de direito

Vêm o que eu quero dizer? Penhoram as contas ao meliantes, aos vigaristas e ao ladrões que fogem aos impostos e praticam todas as ilegalidades fiscais de que se conseguem lembrar, e são acusados de burla e abuso de poder. Melhor, é hasteada a bandeira do “Estado de Direito”, estado de direito esse que os burlões se esquecem de hastear quando pagam os impostos (ou quando não os pagam).

Coitados pá, não se lhe fazia uma coisa destas. Mas o pior disto tudo é a falsidade da questão. Será que passa pela cabeça de alguém com 2 neurónios que as finanças penhoram o que quer que seja sem notificar a pessoa? E será que passa pela cabeça de alguém que as finanças penhoram logo assim os salários e contas, sem mais nem menos? Para os menos informados, é a última e derradeira acção para o caso dos meliantes andarem a mudar os bens para nome dos filhos ou da esposa que convenientemente se separou dele há uns dias.

Não há pachorra para estas poucas vergonhas, a sério … Se fossem parar com o cú à prisão eles já piavam baixinho, mas nem assaltantes de bancos ou mesmo assassinos lá vão parar, e por isso mesmo é que se lhes vai onde dói mais, à bela da continha bancária e ao belo do salário …

Se tudo fosse assim …

Feitos que estão 3 meses de utilização do meu Macbook, vou fazer uma pequena retrospectiva do que tem sido a minha experiência com esta máquina maravilhosa.

A nível de hardware, não se passa nada. O branquinho (nome por que eu o trato) nunca se queixou de nada, até à data. Meti-lhe um Dimm de 2GB (da kingston), ficando com um total de 2,5GB (aproveitei um dos Dimms de 512 que vinham, o outro está no fundo da gaveta … anyone?) e posso dizer que ele aguenta literalmente com tudo, sem se queixar, sem ficar lento, sem a rodinha começar a rodar até à exaustão.

É também super silencioso, podendo dizer que é virtualmente impossível saber que eles está a trabalhar, pelo ruído que produz, e a super ruidosa (quando ao máximo) e potente ventoinha só entra em acção quando é estritamente necessário.

A bateria, enfim … que há a dizer disto. Aguenta 4 horas e meia, sem grandes kungfus, podendo ir às 5 horas se um gajo estiver aqui com afinações, o que mete logo à partida 95% (ou mais) dos laptops que aí andam no bolso. Já tem, até à data, 29 ciclos (para verem com a tenho usado), e continua como nova.

A nível do chassis, bem, é mesmo o ponto mais … menos bom da coisa. Como é feito num PVC ultra brilhante (mas resistente e inquebrável), está sujeito ao mais insignificante risco. Já tem umas amostras de risco na tampa, coisa pequeninas, invisíveis ao primeiro olhar, mas que eu estou sempre a notar. Tenho o maior dos cuidados com ele, e mesmo assim lá estão os tais riscos microscópicos. Enfim, é um mal menor.

Quanto a manchas propriamente ditas, tenho o cuidado de limpar a superfície do teclado e da parte onde se apoiam as mãos uma vez por semana, perco 2 minutos, e mantém a coisa branca …

Por falar em pontos fracos, ou menos bons, note-se o transformador. É muito lindo, é giro, é bonito, mas, imagine-se, é feito precisamente no mesmo material do próprio Macbook. Imaginam, portanto, a quantidade de riscos que já tem …

Já falei do hardware, falta falar do software. O OSX Leopard aumentou a minha produtividade, é ponto assente, deixei de andar com kungfus por tudo e por nada, e é super estável e rápido. Tive, até à data, um GSOD (aqui é cinzento, não azul, e diz-nos o que temos que fazer), e foi devido a um programa (com bluetooth ao barulho), portanto não foi culpa exclusiva do Leopard. O ambiente de trabalho mantém-se sempre fluído, sempre estável, mesmo com um milhão de aplicações abertas.

Claro que nem tudo são rosas. O Finder é, vá lá, um pouco limitado, apesar do “bling bling” que lhe adicionaram, e por vezes chega mesmo a ser absurda esta limitação, nomeadamente a nível de movimentação de ficheiros entre pastas. Fora isso, nada a apontar. Tudo funciona como é suposto funcionar.

Se recomendo? Claro que recomendo, mesmo para aqueles que meteram na cabeça, numa quase só por ser do contra, que não querem um Mac, porque enfim, porque é um Mac … ;). E os novos até já vêm mais recheados e tudo, com 2GB de RAM e discos mais maior grandes …

Kandahar, as in Paquistão?

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Por muito terrível que seja a notícia, onde uma vez mais os terroristas matam pessoas inocentes com a cobertura do corão e da sua conveniente interpretação, é algo que estamos habituados a ver como o pão nosso de cada dia daquela gente, e por vezes já nem se liga às notícias, mas acho que as pessoas daquela região do globo e também nós merecíamos um pouco mais de respeito por parte de quem hoje em dia trata de nos informar.

São erros uns atrás dos outros, a um ritmo alarmante. Copy/Paste sem ler sequer o que se está a copiar, no seu pior …

Ps: não digo o nome do site de notícias, vocês chegam lá … ou não …

Lei do tabaco - strike 1001

Sim, outra vez a bater na mesma tecla.

Nos primeiros dias de aplicação da nova lei, tudo bonito, tudo a cumprir, e eu a pensar para os meus botões (do casaco, que eu não gosto de camisas) que algo de estranho estava para vir aí. Era bom de mais para ser verdade.

Ontem, depois de uma conversa com uns amigos, apercebi-me da realidade. A maioria dos cafés, pelo menos aqui (acredito que seja em todo o lado) estão literalmente a cagar-se para a lei, e estão a permitir que se fume dentro dos estabelecimentos, alegando que já têm os sistemas de aspiração de fumos que são exigidos.

É esta última constatação que ganha contornos do que eu chamo “genialidade tuga”. Um dos cafés em causa, que eu conheço bem, porque era em frente à minha antiga casa, está a permitir que se fume, sendo que se estiverem 2 ou 3 pessoas lá dentro a fumar um gajo sai de lá parece vindo de um desaterro de cinza tabágica. Tem provavelmente o pior sistema de ventilação do universo, mas permite que se fume lá dentro. Genial.

Este é só um exemplo, há muitos outros. Quem é que agora vai fiscalizar isto tudo? É que os génios tugas donos de cafés já se aperceberam que podem literalmente cagar na lei …

Lei sobre o tabaco, again …

Já exprimi as minhas ideias acerca deste assunto, não me apetece falar muito mais nisso, e já agora não tenho nada contra ou a favor dos fumadores, já que eu próprio moro com um fumador, meu amigo, e não é por causa disso que deixo de lhe falar. São as atitudes de muitos, a falta de respeito e legislação que me deixam constrangido.

A respeito provavelmente de um qualquer artigo que eu escrevi anteriormente acerca disto, recebi, pela página de contactos do blog, um texto magnífico, de uma tal de Xana, e que passo a citar:

temos pena.
não fumas mas hás-de ter outros vicios que secalhar tb incomodam muito boa gente.

Magnífico, não é? Ora minha cara Xana, esteja descansada, que eu admito que, vergonhosamente, tenho vícios completamente reprováveis, como comer com a colher do café o açúcar que fica no fundo das chávenas, ou conseguir sempre espalhar açúcar na mesa quando abro os pacotes, ou até mesmo ter a mania de reparar sempre imenso nas pessoas (gosto de pensar o que elas estão a pensar) e decorar a cara seja de quem for, mesmo não conhecendo de lado nenhum. São defeitos horríveis, eu sei, mas, minha cara Xana, ou alguém que possa ajudar esta minha leitora atenta, por favor, digam-me se algum destes defeitos provoca tosse em pessoas que tenham asma, falta de ar em pessoas com problemas respiratórios, mau cheiro na roupa e, acima de tudo, por favor, esclareçam-me se algum destes defeitos provoca cancro do pulmão, da laringe, da traqueia ou em muitos outros sítios a quem estiver à minha volta. Se assim for, prometo que me interno numa clínica de reabilitação e faço de tudo para deixar de verter açúcar nas mesas dos cafés.

Vencedor da categoria “Geek”

Neste post agradeci a nomeação para a votação do Melhor Blog Português 2007, na categoria Geek, e não é que, por alguma razão que ainda não descortinei, o meu blog foi o vencedor, à frente de Blogs de geeks que são dinossauros da geekisse nacional, o que me deixa um pouco orgulhoso.

Como o Marco do Bitaites referiu, e muito bem, esta votação estava “condenada”, desde o início, a ser “dominada” por uma vertente geek adjacente à natureza e fundação do próprio evento. Se, no caso dele, que foi considerado o melhor blog Português, possa admitir que se o evento tive-se um carácter mais alargado a votação seria bastante diferente, já para o caso do meu blog é precisamente o oposto, e se houve um vasto leque de “geeks” a participar nas nomeações/votações, é sinal que, verdadeiramente, o meu blog é de natureza geek, feito por um geek (e com orgulho) e para geeks (mas não só).

Confesso que desde que comecei o blog que não tenho qualquer pretensão a nível de público alvo, a nível de “audiências” nem qualquer outra pretensão que não fazer disto o meu diário, onde tomo notas, onde escrevo o que aprendo, contribuindo assim, indirectamente, para que pessoas com mais ou menos os mesmo interesses se interessem em seguir o blog.

Ultimamente isto tem estado bastante parado, a vida vai dando algumas voltas, e o tempo por vezes não dá para tudo (nem a vontade). Fica a promessa de uma lufada de ar fresco para 2008, com mais posts e mais assuntos, nomeadamente relativos ao mundo Apple, tendo em conta o meu recente “switch”.

Por fim resta-me agradecer a todos os leitores do blog o simples facto de se darem ao trabalho de o lerem, de o seguirem nos leitores de feeds, de uma vez por outra darem uma espreitadela. Agradeço também a quem nomeou ou votou no blog para o dito evento, que, para mim, admito, teve um significado bastante agradável.

Muito obrigado a todos.

Ps: já agora, agradeço também aos spammers e ladrões de conteúdos, porque sem eles este blog não tinha qualquer sentido …

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